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      Austrália pede para limitar o uso de eletricidade para evitar quedas de energia

      O ministro de Energia e Mudanças Climáticas da Austrália, Chris Bowen, pediu ontem aos cidadãos que limitem o máximo possível o uso de eletricidade para evitar quedas de energia e amenizar a crise energética.

      “Se pode escolher quando usar certos aparelhos, não os ligue entre as seis e as oito horas”, afirmou o ministro de Energia e Mudanças Climáticas da Austrália, Chris Bowen, numa entrevista coletiva, lembrando que o Governo pediu que aparelhos não essenciais sejam desligados temporariamente, principalmente entre estas duas horas.

      O pedido acontece, segundo a Agência EFE, depois de a guerra na Ucrânia ter provocado o aumento dos preços dos combustíveis e o inverno austral ter levado a que o custo da electricidade aumentasse na Austrália, causando problemas de abastecimento devido às tentativas do governo de baixar os preços.

      Várias centrais eléctricas, muitas movidas a carvão e gás, foram fechadas depois de as autoridades terem limitado os preços no domingo, alegando que não podem cobrir os custos de produção. Embora a Austrália seja o maior exportador mundial de carvão, os preços no país são afectados pela inflação global.

      O primeiro-ministro, Anthony Albanese, salientou que a energia limpa é a mais barata, mas que na Austrália há um problema na utilização de energias renováveis porque a rede do país não está adaptada ao século XXI. “Enquanto isso, antigas centrais eléctricas a carvão são mais susceptíveis a apagões e interrupções porque são antigas”, disse Albanese na mesma entrevista colectiva de Bowen, em Canberra.

      O primeiro-ministro adiantou que na sexta-feira vai discutir os problemas de abastecimento de energia com os líderes dos estados australianos, na primeira reunião deste tipo realizada pelo seu Governo desde que o Partido Trabalhista venceu as eleições no mês passado. Para enfrentar a crise energética, o Governo também avança compromissos de redução das emissões de gases poluentes para combater a crise climática.

      A Austrália apresentou ontem à ONU metas de redução das emissões poluentes de 43% até 2030 em relação aos níveis de 2005, uma meta mais ambiciosa do que os 26-28% fixados pelo executivo anterior. Segundo dados oficiais, a Austrália produziu 507 milhões de toneladas de carvão em 2019, das quais mais de 80% exportadas para outros países, e emitiu 16,71 toneladas de CO2 per capita naquele ano, superando países como os Estados Unidos, Japão, China e Reino Unido . Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau