MONTRA DE LIVROS

0
25

Conceição Evaristo
Canção para ninar menino grande
Orfeu Negro

Da escritora brasileira Conceição Evaristo, um romance que tem o jovem Fio Jasmim no centro e que, a partir das suas deslocações geográficas, desvela as viagens realmente importantes que acontecem na vida do rapaz, reflexo de movimentos onde o abandono, o esquecimento e o afecto sempre mantido à distância deixam marcas difíceis de apagar.

 

Alexandra Lucas Coelho
A Nossa Alegria Chegou
Caminho

Regresso às livrarias do romance que tem no seu âmago um pacto para mudar o mundo, refundá-lo como se de um gesto inaugural se tratasse. Os pactuantes são Ira, Ossi e Aurora e o lugar é Alendabar, mas a geografia pouco importa: o gesto não é apenas inaugural, é cosmogónico, desejando que esse pacto seja um novo começo por entre as tantas ruínas.

Alexandre Vidal Porto
Sodomita
Tinta da China

Arruma-se bem na estante do romance histórico, mas o livro com que Alexandre Vidal Porto venceu o Prémio Machado de Assis estende o seu olhar muito para além do passado, convocando presente e futuro nesta breve narrativa ambientada no século XVII. Entre Portugal e o Brasil, chegando depois a Angola, Luiz Delgado tenta escapar à Inquisição, escondendo a sua homossexualidade num casamento de fachada, enquanto a escravidão parece não incomodar a moral e a ética dos inquisidores.

 

Harry A. Franck
Roving Through Southern China: An American’s Explorations of Hong Kong, Macao and Canton in the early 1920s
Blacksmith Books

Com o subtítulo An American’s Explorations of Hong Kong, Macao and Canton in the early 1920s e anotações de Paul French, o novo volume da colecção China Revisited é o registo de viagem do escritor norte-americano Harry A. Franck pelo sul da China, incluindo Macau e Hong Kong, nos anos 20 do século passado.

 

Bruno Vieira Amaral
Toda a Gente Tem um Plano
Quetzal

O novo romance de Bruno Vieira Amaral acompanha a história de um rapaz negro que cresceu sem os pais e cuja maior vocação parece ser deitar a perder as poucas oportunidades que a vida lhe vai dando, confirmando que os planos que tendemos a fazer valem pouco ao pé das ruínas que acabam por cimentar uma vida.

 

Eliane Brum
Meus Desacontecimentos
Companhia das Letras

De uma das mais premiadas repórteres brasileiras, a Companhia das Letras pública este registo pessoal que cruza memórias de infância e juventude com uma reflexão honesta sobre o papel que a escrita desempenha na vida da autora.