Edição do dia

Terça-feira, 18 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
30.6 ° C
33.2 °
29.9 °
89 %
4.6kmh
40 %
Ter
31 °
Qua
31 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioPolíticaSecretária promete reduzir tempo de espera dos serviços de terapia ocupacional e...

      Secretária promete reduzir tempo de espera dos serviços de terapia ocupacional e fisioterapia

      Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, disse ontem, na Assembleia Legislativa, que, no próximo ano lectivo, o tempo de espera por consultas de fisioterapia e terapia ocupacional, para crianças no ensino integrado e especial, será reduzido para dois a três meses. Actualmente, o período máximo de espera é de seis meses.

       

      Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), os deputados Ma Io Fong e Ngan Iek Hang interpelaram Elsie Ao Ieong sobre os serviços de intervenção precoce e o ensino especial e integrado. Na resposta, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura prometeu que no próximo ano lectivo, o tempo de espera por consultas de fisioterapia e terapia ocupacional, para crianças no ensino integrado e especial, será reduzido para dois a três meses. Actualmente, o período máximo de espera é de seis meses.

      A secretária detalhou que os Serviços de Saúde têm actualmente 32 médicos especialistas e terapeutas que participam no tratamento precoce de crianças, e o número de terapeutas em Macau tem aumentado significativamente nos últimos anos. Em 2023, havia 562 terapeutas, um aumento de cerca de 70% em comparação com os 331 em 2018.

      Elsie Ao Ieong indicou ainda que, hoje em dia, o tempo de espera pela primeira consulta no Centro de Avaliação Conjunta Pediátrica é de cerca de quatro semanas. Após a avaliação, as crianças com necessidades recebem terapia ocupacional ou terapia da fala, conforme o mecanismo de espera por prioridade clínica. Para os casos urgentes não é preciso esperar; para os casos pouco urgentes e casos comuns, o tempo de espera para a terapia ocupacional é de cerca de três a sete semanas e para a terapia da fala é de cerca de oito a nove semanas, “o que representa uma redução significativa de tempo de espera em comparação com os 12 a 18 meses antes da criação do Centro de Avaliação Conjunta Pediátrica”, indicou a secretária.

      Na sua interpelação oral, Ngan Iek Hang também abordou as questões do apoio através da tecnologia. Neste âmbito, a secretária referiu que “os Serviços de Saúde têm aproveitado, de forma dinâmica, as tecnologias informáticas”, dando o exemplo da introdução, em Março de 2022, do sistema auxiliar de terapia da fala por inteligência artificial para fazer um complemento dos serviços de terapia da fala. “Através deste sistema, as crianças podem agora receber treino em casa na companhia dos seus pais, aumentando as suas capacidades linguísticas”, explicou, acrescentando que o sistema já está a ser utilizado em várias instituições de intervenção precoce para crianças, subordinadas aos Serviços de Saúde, Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) e Instituto de Acção Social (IAS), podendo oferecer 200 vagas para os respectivos profissionais e 3.000 para efeitos de reabilitação infantil. Até Abril deste ano, registou-se um número de utentes superior a 1.600 crianças e mais de 30 mil vezes de utilização. Actualmente, o sistema tem vagas suficientes para prestar serviços às crianças, salientou Elsie Ao Ieong.

      Relativamente à aplicação da tecnologia de realidade virtual (VR, na sigla em inglês) e da tecnologia vestível, neste momento, essas tecnologias são aplicadas, principalmente, em pacientes com acidente vascular cerebral, lesões cerebrais e em idosos com demência. Por sua vez, o Serviço de Reabilitação dos Serviços de Saúde introduziu um sistema de treinos através de VR, braços robóticos para reabilitação dos membros superiores e treinos de função cognitiva, entre outros, no sentido de elevar a qualidade de tratamento dos respectivos pacientes.

      A secretária também indicou que a DSEDJ irá elaborar um manual de treino de reabilitação domiciliária, direccionado para os encarregados de educação, e realizar acções de formação e serviços de consulta. Além disso, irá alargar, a partir do próximo ano lectivo, o âmbito dos serviços de treino da fala, através da participação dos encarregados de educação, em conjugação com o apoio à formação linguística online e as medidas de apoio das escolas.

      Elsie Ao Ieong referiu ainda que o Governo tem cooperado com instituições de tratamento precoce na organização de cursos de formação para pais, para realizarem treino de reabilitação para as suas crianças em casa. Entre Julho de 2019 e Abril deste ano, foram organizadas 391 palestras e workshops, tendo mais de 3.400 encarregados de educação recebido formação de terapia indirecta. Além disso, no final do ano passado, o IAS, em cooperação com as instituições particulares, criou um centro de educação precoce e de treino na Ilha Verde, centrado nas famílias com crianças com distúrbio do desenvolvimento, acrescentando-se assim 120 vagas do serviço de intervenção precoce. Actualmente, o número de vagas proporcionadas pelas 4 instituições do serviço de intervenção precoce subsidiadas aumentou das 230 em 2020 para as 456, prestando-se tratamento às crianças com distúrbio do desenvolvimento.