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      InícioEconomiaDSAL garante “melhoria gradual” do emprego das mulheres locais

      DSAL garante “melhoria gradual” do emprego das mulheres locais

      O deputado Si Ka Lon diz que as mulheres em Macau enfrentam desafios quando regressam ao mercado de trabalho após o parto, mas as autoridades desvalorizam a preocupação do deputado, afirmando que a situação de emprego das mulheres locais está a melhorar gradualmente. No entanto, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais não tem planos para tomar como referência a medida do Continente para criar postos de trabalho com horário flexível, particularmente para as mães.

       

      A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) revelou que a taxa de desemprego entre as mulheres residentes situou-se em 3,1% no ano passado, uma descida de 1,2 pontos percentuais em relação aos 4,3% de 2022, o que reflecte que a situação de emprego das mulheres locais “está a melhorar gradualmente”. Citando os dados estatísticos dos Serviços de Estatística e Censos, o organismo destacou ainda uma redução significativa de 6,1 pontos percentuais na taxa de subemprego das mulheres locais em 2023, de 1,7%, em contraste aos 7,8% de 2022.

      “O organismo tem sempre em conta as necessidades de emprego dos diversos candidatos a emprego e continua a prestar serviços de apoio ao emprego aos residentes, envidando esforços para promover o emprego com prioridade para os residentes locais, incluindo as mulheres que regressam ao local de trabalho”, justificou a direcção de serviços numa resposta à interpelação escrita de Si Ka Lon,

      A DSAL defendeu ainda que continuará a intensificar a recolha e análise de informações sobre as razões do insucesso da procura de emprego para os vários tipos de candidatos a emprego, prestando aconselhamento e organizando workshops em colaboração com organizações comunitárias para ajudar os residentes a aumentar a sua competitividade na procura de emprego.

      Mas a questão não foi resolvida tão facilmente segundo Si Ka Lon. O deputado, na sua interpelação, citou o Relatório sobre a Condição das Mulheres em 2022 para apontar que mais de metade das mulheres entrevistadas não tem um emprego regular, sendo a taxa mais baixa desde que há registo. “A reforma e a prestação de cuidados a familiares são as principais razões pelas quais não têm um emprego regular, enquanto o desemprego involuntário também voltou a aumentar desde 2008, o que reflecte as potenciais dificuldades que as mulheres enfrentam para regressar ao local de trabalho”, lamentou.

      Si Ka Lon diz que o “modelo tradicional do ambiente de trabalho local e a procura de mão de obra” são os principais factores que colocam dificuldades ao ingresso ao emprego por parte das mulheres que acabaram de ter filhos, nomeadamente depois de passarem por uma pausa no trabalho. “As suas competências profissionais e competitividade no mercado diminuem inevitavelmente” ou “escolhem empregos com um nível de profissionalismo inferior e salários mais baixos tendo em conta a necessidade de cuidar das suas famílias de uma forma flexível”, alertou o deputado.

      Segundo Si Ka Lon, a província vizinha de Guangdong pretende promover um novo regime de trabalho com postos exclusivos para mães, oferecendo às mulheres horários de trabalho e sistemas de remuneração flexíveis, a fim de poderem gerir melhor a carreira e a família. Si Ka Lon propõe assim um projecto-piloto para explorar a viabilidade dos “postos de mães”, por exemplo, nas instalações das concessionárias.

      No que diz respeito à sugestão da criação de um novo tipo de regime de trabalho para as mães, a DSAL não admitiu tal possibilidade e salientou apenas que a formulação de qualquer política de trabalho “exige uma consideração global”, o que inclui os direitos e interesses dos trabalhadores, a acessibilidade dos empregadores e uma avaliação do impacto da política na economia local e no ambiente empresarial em geral.

      O organismo actualmente liderado por Wong Chi Hong, por outro lado, realçou que vai continuar a analisar a eficácia de várias medidas de apoio ao emprego em Macau, para introduzir medidas específicas de assistência ao emprego e formação profissional para satisfazer as necessidades de emprego de diferentes grupos, incluindo as mulheres.