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      InícioDesportoOtt Tänak garantiu triunfo nos últimos metros do Rali da Sardenha

      Ott Tänak garantiu triunfo nos últimos metros do Rali da Sardenha

      Piloto estónio da Hyundai ultrapassou o francês Sébastien Ogier na derradeira especial do rali. Terminou com uma vantagem de 0,2 segundos. Final dramático na gravilha da Sardenha foi celebrado com mergulhos no porto de Alghnero.

       

      Pedro Maia

       

      O melhor estava guardado para os últimos metros da ‘Wolf Power Stage’, a última especial do Rali da Sardenha, disputado no fim-de-semana. Sébastien Ogier entrou para a classificativa com uma vantagem de 6,2 segundos para Ott Tänak. Uma margem confortável que, em teoria, permitia ao francês da Toyota gerir o andamento. Mas um furo lento num dos pneus do GR Yaris Rally1 na fase final da especial acabou por instalar a incerteza nos últimos metros. Quando cruzou a linha de meta Ogier foi confrontado o resultado: tinha perdido o rali para o estónio da Hyundai por 0,2 segundos, igualando a mais curta diferença de sempre entre os dois primeiros numa etapa do WRC.

      Ogier já tinha estado do outro lado da moeda, em 2011, quando venceu o Rali da Jordânia por 0,2 segundos. Na altura o francês ultrapassou Jari-Matti Latvala na Power Stage. O finlandês é agora o director da Toyota Gazoo Racing WRT.

      “É o karma. O Ogier ganhou-me por 0,2 segundos na Jordânia. Agora perdeu na mesma especial onde o Ott tinha também perdido em 2019. O karma é assim. Não quero mentir, vai levar tempo a digerir”, confessou Latvala.

      Azar para Sébastien Ogier e o co-piloto Vincent Landais, que se preparavam para somar a terceira vitória consecutiva no mundial, apesar de estarem a disputar o campeonato em part-time. Sorte para OTT Tänak e o navegador Martin Järveoja. Voltaram a vencer uma etapa depois do triunfo alcançado no ano passado no Rali do Chile. É o primeiro após o regresso à Hyundai.

      “Foi bom para a emoção, mas obviamente sinto muita pena pelo Séb. Perder um rali assim é cruel. Eu próprio já estive nesta mesma situação há alguns anos”, afirmou Tänak, recuando a 2019, quando perdeu um triunfo praticamente certo na Sardenha depois de registar problemas com a direcção assistida exactamente na mesma especial. Toda a equipa foi a banhos no porto de Alghnero para celebrar a vitória.

      Sébastien Ogier, oito vezes campeão do mundo, mostrou-se resignado no final. “É o desporto motorizado, às vezes é preciso aceitar que acontece mer**. Não há nada de diferente que pudesse ter feito. Este furo a três quilómetros do fim custou-nos a vitória. Temos de aceitar. É duro, mas não é o fim do mundo. Há coisas muito piores na vida”, encaixou o gaulês, enviando um abraço para uma das lendas do WRC, Ari Vatanen, que perdeu o filho mais velho, vítima de cancro. Kim Vatanen, ex-piloto de 51 anos, chegou a supervisionar o início da carreira de Ogier.

      O espanhol Dani Sordo, que provavelmente fez o último rali ao volante de um Hyundai i20 Rally N 1, terminou em terceiro, permitindo ao fabricante sul-coreano aumentar a vantagem para a Toyota no campeonato de construtores.

       

      Neuville minimiza danos

       

      O domingo não podia ter corrido melhor a Thierry Neuville. O belga, líder do mundial, conseguiu o máximo de pontos no ‘Super Sunday’ depois de um erro que significou uma saída de estrada no dia anterior, quando rodava na terceira posição. Sem pontos no Sábado, o formato permitiu-lhe regressar no Domingo. Apesar de abrir a estrada, Neuville atacou forte e foi o mais rápido do dia, tendo ainda conquistado os cinco pontos da ‘Wolf Power Stage’. O belga, ao lado do co-piloto Martijn Wydaeghe, somou um total de 12 pontos, mantendo a liderança do mundial, com 122.

      O britânico Elfyn Evans nunca se mostrou confortável com o andamento do seu Toyota Yaris Rally1, tendo terminado o rali no quarto lugar. Está agora empatado com Ott Tänak nas contas do campeonato, com 18 pontos de diferença para Neuville.

      No WRC2 a vitória sorriu ao finlandês Sami Pajari (Toyota), seguido pelo francês Yohan Rossel (Citroën) e por Jan Solans (Toyota), o espanhol que venceu em Portugal e que corre com o patrocínio do turismo das Filipinas.

       

      Arábia Saudita em 2025

       

      O último dia do Rali da Sardenha, sexta prova do mundial, ficou também marcado pelo anúncio oficial de que a Arábia Saudita vai integrar o calendário do campeonato do mundo a partir do próximo ano. O acordo significa o regresso do WRC ao Médio Oriente pela primeira vez desde o Rally da Jordânia de 2011.

      A próxima ronda é o rali da Polónia, entre 27 e 30 de Junho.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau