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      Executivo vai introduzir mais medidas para restringir o uso de plástico

      As autoridades vão proceder a uma revisão das actuais medidas de redução de plástico de Macau e estudar o lançamento de mais projectos sobre restrição ao plástico. Raymond Tam, director dos Serviços de Protecção Ambiental, deixou o compromisso de que as novas medidas serão anunciadas no próximo ano. Além disso, o responsável adiantou que pretende reforçar a promoção da reciclagem de resíduos alimentares nos próximos anos.

       

      A redução e restrição ao plástico já é um “consenso da sociedade” e o Governo vai implementar ainda mais medidas para controlar a importação e o uso local de plástico no território, o que está previsto para o próximo ano. A promessa foi dada por Raymond Tam, director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), ao revelar que o organismo vai ponderar sobre os próximos trabalhos relativos à limitação do uso de plástico.

      Raymond Tam afirmou que vai realizar este ano uma análise e avaliação intercalares das medidas de redução ao plástico implementadas ao longo do tempo, sendo que na fase seguinte serão discutidas mais medidas com as entidades de investigação competentes.

      “Uma vez que vamos proceder à revisão este ano, se calhar não vão surgir novas medidas de restrição ao uso de plástico para entrarem em vigor a 1 de Janeiro do próximo ano. Mas de qualquer modo, após a revisão intercalar, teremos com certeza novos projectos no próximo ano”, assegurou o responsável, em declarações ao Canal Macau da TDM em língua chinesa.

      “Vamos anunciar mais novidades mais tarde, a população que não se preocupe, continuaremos a seguir o caminho do controlo do plástico. Penso que a restrição do plástico é um consenso da sociedade civil, e é mais fácil fazê-lo quando existe um consenso e é fácil para as pessoas aceitarem”, acrescentou.

      O Governo de Macau introduziu, nos últimos anos, uma série de medidas relativas à redução de plástico com o objectivo de reduzir a produção de resíduos a partir da fonte e proteger o ambiente. Em Novembro de 2019 entrou em vigor a lei de restrições ao fornecimento de sacos de plástico, a fim de evitar o abuso do uso de sacos de plástico, “com a perspectiva de que os consumidores possam reflectir sobre a dependência excessiva e abuso do uso de sacos de plástico”.

      Por seguinte, foi proibida a importação e o trânsito, em Macau, dos utensílios de mesa descartáveis de esferovite, incluindo caixas para comida, tigelas, copos e pratos, mediante o despacho do Chefe do Executivo que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2021. O Governo proibiu, no ano seguinte, a importação e o trânsito de palhinhas de plástico e agitadores de bebidas não-biodegradáveis e descartáveis.

      Uma maior restrição ao uso de plástico foi ainda promovida pelo Executivo no ano passado com a proibição da importação de facas, garfos e colheres, não-biodegradáveis e descartáveis, de plástico, bem como a proibição da importação de pratos e copos descartáveis de plástico não-biodegradável e de bandejas descartáveis de esferovite para produtos alimentares desde Janeiro deste ano.

      Segundo os dados da DSPA, depois de estudo e investigação, estima-se preliminarmente que sejam importados anualmente para Macau facas, garfos e colheres de plástico não-biodegradável e descartáveis em cerca de 10 milhões, 25 milhões e 40 milhões de unidades, respectivamente. Ao mesmo tempo, foram cerca de 300 mil, 4 milhões e 6 milhões de pratos e copos descartáveis de plástico não-biodegradável e de bandejas descartáveis de esferovite para produtos alimentares.

      Raymond Tam disse também que a construção do Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos, que se irá situar no terreno para Resíduos de Materiais de Construção existente, terá início este ano e a obra deverá durar dois a três anos. Durante esse período, será “activamente promovida” a reciclagem dos resíduos alimentares domésticos.

      “Vamos encontrar alguns bairros residenciais com condições desenvolvidas para serem locais-piloto para o projecto, obviamente de natureza voluntária. Entraremos em contacto com as empresas de gestão de propriedades e os bairros residenciais, para que possamos promover o programa em conjunto depois de chegarmos a um consenso”, indicou.