Edição do dia

Terça-feira, 18 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
30.6 ° C
33.2 °
29.9 °
89 %
4.6kmh
40 %
Ter
31 °
Qua
31 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaChina adverte comunidade internacional para deixar de interferir em Hong Kong

      China adverte comunidade internacional para deixar de interferir em Hong Kong

      A China advertiu ontem os críticos internacionais da lei de segurança nacional de Hong Kong de que devem deixar de interferir, depois da detenção de sete pessoas por apelos à desobediência nas redes sociais.

       

      “Aconselhamos os países e os líderes políticos (…) a deixarem imediatamente de interferir nos assuntos de Hong Kong e nos assuntos internos da China”, afirmou um porta-voz do comissário da diplomacia chinesa no território, citado pela agência francesa AFP.

      As detenções ocorreram na terça-feira e o secretário para a segurança de Hong Kong, Chris Tang, relacionou as mensagens com os 35 anos da repressão da revolta de Tiananmen, em Pequim, em 4 de Junho de 1989.

      Um dos detidos é Tonyee Chow Hang-tung, o antigo organizador da vigília anual que assinalou durante décadas a repressão de Tiananmen, quando o exército chinês pôs fim à revolta iniciada por estudantes. Segundo a polícia de Hong Kong, os actos contrários à nova lei de segurança nacional começaram em Abril, e os suspeitos tinham como alvo uma “data sensível”.

      O Reino Unido, os Estados Unidos e outros países ocidentais criticaram Pequim por restringir as liberdades prometidas quando a antiga colónia britânica foi devolvida à China em 1997. Os críticos consideram que a lei contraria o acordo sino-britânico, segundo o qual Hong Kong manteria o modo de vida, incluindo direitos e liberdades, até 2047.

       

      Justiça de Hong Kong condena 14 pessoas por realizarem primárias não oficiais

       

      Um tribunal de Hong Kong declarou ontem 14 activistas pró-democracia culpados de subversão por terem realizado primárias não oficiais em 2020 para selecionar os candidatos da oposição para o parlamento da antiga colónia britânica.

      Entre os arguidos considerados culpados estão os ex-deputados Leung Kwok-hung (um antigo marxista conhecido como ‘Cabelo Longo’), Lam Cheuk-ting, Helena Wong Pik-wan e Raymond Chan Chi-chuen e a jornalista Gwyneth Ho Kwai-lam.

      Mas os três juízes nomeados pelo governo de Hong Kong para lidar com casos ligados à lei de segurança nacional absolveram os ex-conselheiros distritais Lee Yue-shun e Lawrence Lau Wai-chung da acusação de “conspiração para subverter o poder do Estado”.

      Os 16 arguidos ontem submetidos a um julgamento sem júri tinham-se declarado inocentes. Ainda este ano, deverão ser marcadas audiências em que a defesa poderá apresentar eventuais atenuantes para determinar as penas, que podem chegar à prisão perpétua.

      Outros 31 arguidos, incluindo o jurista Benny Tai Yiu-ting, o antigo líder estudantil Joshua Wong Chi-fung e uma dúzia de antigos deputados, entre os quais Claudia Mo Man-ching, declararam-se culpados e conhecerão a pena mais tarde.

      O Ministério Público acusou-os de tentarem garantir uma maioria legislativa de forma a vetar indiscriminadamente os orçamentos e assim paralisar o governo de Hong Kong e derrubar a então líder da cidade, Carrie Lam. “Na nossa opinião, isso teria resultado numa crise constitucional para Hong Kong”, escreveram os três juízes na sentença de ontem.

      As primárias de Julho de 2020 atraíram cerca de 610 mil pessoas, mais de 13% do eleitorado registado na cidade. Mas o governo adiou as eleições legislativas nesse ano, alegando riscos para a saúde pública durante a pandemia. As leis eleitorais foram posteriormente revistas, reduzindo drasticamente a capacidade de voto do público e aumentando o número de deputados pró-Pequim.

      A sentença surgiu dois dias depois de a polícia de Hong Kong ter anunciado a detenção de seis pessoas por alegada publicação de mensagens sediciosas nas redes sociais – as primeiras detenções conhecidas ao abrigo da nova lei de segurança nacional da região.

       

      União Europeia preocupada

       

      A União Europeia (UE) manifestou-se ontem preocupada com a nova deterioração das liberdades fundamentais em Hong Kong, após a condenação de 14 militantes pró-democracia na antiga colónia britânica. “A condenação, em 30 de Maio, ao abrigo da Lei de Segurança Nacional, de políticos e activistas defensores da democracia no processo vulgarmente conhecido por ‘Hong Kong 47’ assinala uma nova deterioração das liberdades fundamentais e da participação democrática em Hong Kong”, referiu ontem, em comunicado, um porta-voz do Serviço de Acção Externa da UE.

      Salientando a “profunda preocupação com a perseguição politicamente motivada dos 47 defensores da democracia”, o porta-voz acrescenta que estes “estão a ser penalizados por uma actividade política pacífica que deveria ser legítima em qualquer sistema político que respeite os princípios democráticos básicos”.

      A UE pede ainda às autoridades que respeitem a autonomia de Hong Kong ao abrigo do princípio ‘Um país, dois sistemas’ e garante que continuará a monitorizar a situação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na região administrativa especial.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau