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      Mercado Vermelho reaberto hoje, mas com menos bancas

      O Mercado Vermelho reabre portas hoje às 7h depois de ter sido fechado durante dois anos devido à obra de ordenamento. 118 bancas regressam ao mercado, havendo ainda 31 bancas desocupadas. O Instituto para os Assuntos Municipais explicou que alguns arrendatários de bancas desistiram do negócio devido à sua condição física ou por terem optado por uma carreira diferente.

       

      Um total de 118 vendilhões regressa hoje à actividade no Mercado Vermelho, após a conclusão da obra de remodelação que durou dois anos. O número de bancas em funcionamento foi ligeiramente reduzido ao inicialmente previsto, sendo que o mercado municipal dispõe agora de 31 bancas desocupadas. O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) não planeia avançar, para já, um concurso público para essas bancas.

      “Temos actualmente 118 bancas, 118 vendilhões com os quais assinámos contrato. Alguns dos arrendatários de bancas suspenderam o negócio antes por causa da obra, e quando chegou o momento da assinatura manifestaram o desejo [de deixar a actividade], talvez por razões de condição física ou pelo seu próprio planeamento de carreira, ou têm outras opções do futuro”, realçou Leong Cheok Man, chefe do Departamento de Inspecção e Sanidade do IAM.

      Recorde-se que, no início do mês passado quando o projecto de reordenamento ficou pronto, as autoridades revelaram que o número de bancas no Mercado Vermelho seria ajustado de 184 para 149, uma vez que algumas bancas abandonaram as suas actividades nos últimos anos. E estava inicialmente previsto que houvesse assim 127 bancas a voltarem a operar no local.

      O IAM não adiantou um calendário para avançar com o concurso público das 31 bancas desocupadas, considerando ser mais importante nesta fase focarem o trabalho na retoma de funcionamento do mercado.

      “Agora é a altura da reabertura do mercado. E temos algumas novas instalações e novos equipamentos, nova disposição das bancas e dos seus equipamentos. Os vendilhões precisam de algum tempo para se adaptarem. Temos de acompanhar a situação e vamos esperar que a retoma de actividades decorra sem problemas antes de considerarmos o novo trabalho”, explicou.

      O IAM organizou ontem uma visita para a comunicação social ao Mercado Vermelho. Na véspera do dia de reabertura muitos vendilhões estavam ocupados a reinstalar os seus equipamentos, limpar a banca e transportar os produtos. O mercado provisório na Rua Marginal do Lam Mau terminou o funcionamento na terça-feira e todas as bancas foram retiradas e, segundo Leong Cheok Man, o IAM vai proceder a uma limpeza profunda e controlo de pragas e roedores.

      O Mercado Vermelho, também denominado por Mercado Municipal Almirante Lacerda, foi inaugurado em 1936 e deu início à obra de ordenamento em Maio de 2022. Foram substituídas as paredes e azulejos do pavimento, renovados os tectos e reconstruídos os sistemas de drenagem da água e de esgotos. Foram ainda instalados novos sistemas de ar condicionado, elevadores livres de barreiras e plataformas de descarga.

      Neste caso, os representantes do sector concordam que o ambiente do mercado foi melhorado, o que beneficia tanto os vendedores como os cidadãos que fazem compras. O presidente da Associação de Auxílio Mútuo de Vendilhões de Macau, O Cheng Wong, disse que a maioria dos vendilhões “elogia e considera confortável o ambiente do mercado renovado, o que ajuda atrair mais clientes”. O responsável apontou também que a mudança do modelo do negócio e a aposentação por parte dos vendilhões são os principais motivos de alguns terem deixado o negócio. Por sua vez, So Hoi Po, director da Associação dos Comerciantes de Carne de Porco Iong Hap Tong de Macau, realçou que os talhantes ficaram “satisfeitos” com a renovação do mercado.

      O vice-presidente da Associação dos Comerciantes de Peixe Fresco de Macau, Kwan Vai Meng, assinalou que a circulação do ar melhorou e as passagens são mais largas no mercado, acreditando que esses factores possam aumentar a vontade do público de fazer compras e impulsionar o volume de negócios.

      “O mercado é um comércio tradicional antigo e a geração jovem não aderiu muito ao sector. Espero que o público visite mais os mercados, dando mais conselhos às bancas para melhorar o respectivo funcionamento”, disse Kwan, acrescentando que as bancas de peixe vão considerar a possibilidade de criar uma plataforma online para que o público possa ser informado sobre os tipos de peixe à venda.