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      InícioGrande ChinaLíder de Taiwan diz estar pronto para trabalhar com a China

      Líder de Taiwan diz estar pronto para trabalhar com a China

      Dois dias após o fim das manobras militares chinesas em torno de Taiwan, o líder do governo taiwanês afirmou que Taipé está pronta para trabalhar com a China para alcançar a “compreensão mútua” e a “reconciliação”.

       

      Num evento organizado pelo Partido Democrático Progressista (PDP, a que pertence), William Lai afirmou que o seu discurso de tomada de posse na segunda-feira passada reiterou que “a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan são necessárias para a segurança e prosperidade globais”. Neste discurso, Lai lembrou ter “exortado também a China a assumir conjuntamente com Taiwan a importante responsabilidade pela estabilidade regional”.

      “Espero também reforçar a compreensão mútua e a reconciliação através de intercâmbios e da cooperação com a China […] e avançar para uma posição de paz e prosperidade comuns”, afirmou Lai.  “Qualquer país que faça ondas no Estreito de Taiwan e comprometa a estabilidade regional não será aceite pela comunidade internacional”, acrescentou.

      Na tomada de posse, recorde-se, William Lai afirmou que Taiwan e a República Popular da China não estão subordinadas uma à outra”. Pequim considerou estas afirmações separatistas e, como resposta, efectuou manobras militares em torno de Taiwan durante 48 horas na quinta e sexta-feira. O exercício ‘Joint Sword-2024ª’ tinha como objectivo enviar um sinal de desaprovação às autoridades do território insular, que é reivindicado por Pequim.

      No domingo, o Ministério da Defesa de Taiwan declarou ter detectado sete aviões chineses, 14 navios de guerra e quatro navios da guarda costeira chinesa “em redor” de Taiwan.

       

      EUA acusam China de “provocações militares” e pedem “moderação”

       

      Os Estados Unidos acusaram a China de exercer “provocações militares” e pediram moderação nas suas manobras militares em torno de Taiwan. “Instamos fortemente Pequim a exercer moderação. Ao usar uma transição normal, rotineira e democrática como desculpa para provocações militares corre o risco de uma escalada e corrói as normas de longa data, que mantiveram a paz durante décadas”, disse o porta-voz dos EUA, Matthew Miller, em comunicado.

      Matthew Miller disse que estas operações representaram uma “profunda preocupação” para os Estados Unidos e que põem em perigo a estabilidade do Estreito da Formosa, constituindo assim uma ameaça à “segurança e prosperidade regional e global”. O porta-voz assegurou ainda que os Estados Unidos, em coordenação com os seus aliados, estão a acompanhar de perto estas actividades da China.

       

      Pequim acusa novo líder de Taiwan de estar a empurrar o território para a “guerra”

       

      A China acusou o novo líder de Taiwan de empurrar a ilha para a “guerra”. “Desde que tomou posse, o líder da região de Taiwan pôs seriamente em causa o princípio ‘Uma só China’, tentou usar a força e confiou em países estrangeiros para obter a independência, o que está a empurrar os nossos compatriotas de Taiwan para uma situação perigosa de guerra e perigo”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa, Wu Qian, em comunicado.

      O ministério advertiu que, a cada nova provocação de Taiwan a favor da independência, as contramedidas de Pequim irão mais longe. “De cada vez que o movimento independentista nos provoca, iremos um passo mais longe com as nossas contramedidas, até que a reunificação completa da pátria seja alcançada”, afirmou Wu Qian.

       

      ONU apela à contenção após manobras militares em Taiwan

       

      As Nações Unidas (ONU) apelaram à contenção no Estreito de Taiwan, após a China ter lançado manobras militares em torno da ilha em reação a declarações do novo Presidente taiwanês. No seu ‘briefing’ diário à imprensa, o porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou às várias partes para se “absterem de qualquer acção que possa agravar as tensões”. “Obviamente, estamos a monitorizar de perto os desenvolvimentos no Estreito de Taiwan. Apelamos a todas as partes envolvidas para que se abstenham de qualquer acção que possa agravar as tensões na região”, disse o porta-voz, Stéphane Dujarric, em Nova Iorque.

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      Redacção do Ponto Final Macau