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      InícioEconomiaRelações comerciais entre Austrália e China foram tema no almoço da AustCham

      Relações comerciais entre Austrália e China foram tema no almoço da AustCham

      A Câmara de Comércio da Austrália Macau realizou ontem o seu “Power Hour”, um recorrente almoço de palestras, onde se discutiu o futuro das relações comerciais entre a China e a Austrália. Foram reunidas diferentes entidades diplomáticas de Macau, Hong Kong e Austrália, em despedida oficial a Shannon Powell, vice-cônsul geral e representante da Comissão Australiana de Comércio e Investimento, que fez um apanhado geral sobre os seus 8 anos no cargo e a importância dos investimentos na Austrália vindos de empresas chinesas.

       

      Foi realizado ontem, pelas 13h, o recorrente almoço de palestras, seminários e conversas, denominado “Power Hour”, organizado mensalmente pela Câmara de Comércio da Austrália Macau. Durante uma hora de convívio gastronómico, com apoio do Hotel St. Regis e o seu salão de eventos a servir de palco, foram reunidos convidados de diferentes entidades comerciais e diplomáticas de Macau, Hong Kong e Austrália.

      Em edições anteriores, são frequentemente discutidos assuntos pertinentes à corrente situação económica da região e as futuras relações entre a Ásia e a Oceânia, sempre com a China e a Austrália à frente das operações como as maiores economias dos dois continentes. Para esta 35.ª ocasião do encontro, celebraram-se os 8 anos de serviço de Shannon Powell, como cônsul-geral da Austrália em Hong Kong e representante sénior da Comissão Australiana de Comércio e Investimento (Austrade), que deixa o cargo oficialmente, para seguir a sua carreira no sector privado em Singapura.

      A diplomata Shannon Powell deu início às suas funções como representante global do governo australiano, sob o título de Comissária Sénior na Austrade em 2015, com base em Santiago, no Chile, sendo quatro anos mais tarde nomeada para directora do Conselho da Câmara de Comércio da Austrália Hong Kong e vice-cônsul Geral da Austrália em Hong Kong e Macau, durante um dos períodos mais difíceis para um representante diplomático, devido ao auge da pandemia na época.

      Com uma vasta experiência na área comercial e de investimentos, com especial foco nos sectores de mineração e educação, a diplomata começou o seu discurso por assinalar a importância em manter um corredor diplomático harmonioso entre a China e a Austrália, com uma possível plataforma de conexão com os países de língua portuguesa através de Macau.

      Powell destacou a produção de vinhos australianos como um dos mercados mais importantes na relação entre a China e Austrália, que também poderia envolver o mercado português, através da conexão que as empresas presentes em Macau podem oferecer. Mencionou um comité de 120 pessoas que virão da Austrália, a representar a entidade pública “Wine Australia”, para se encontrarem com um representante comercial de Pequim, que lidera uma delegação de 50 possíveis compradores chineses, num evento encabeçado por Eddie McDougall, fundador da empresa “The Flying Winemaker”, que também esteve presente no almoço de despedida.

      Quando questionada sobre a sua opinião quanto aos investimentos chineses no mercado australiano, Powell pediu cautela no que diz respeito à cobertura que os meios de comunicação fazem sobre o assunto. “Precisamos sempre fazer a separação entre o que é noticiado nos media e o que são os factos. Muitas das notícias apresentam uma visão negativa quanto aos investimentos chineses no território australiano, o que não é verdade”, afirmou. Desenvolveu o discurso ao dizer que a Austrália procura mais investimento externo, e que se forem avaliadas as estatísticas oficiais sobre os investimentos feitos no pais, quase 90% das aplicações feitas por investidores chineses são aprovadas.

      Sobre a relação comercial com Macau, Powell disse já ter apontado a importância do território nas relações comerciais entre a Austrália e a região à sua sucessora, destacando a importância do sector da restauração como principal zona de investimento e de maior demanda.

      Billy Chan, presidente da AustCham Macau, foi convocado pela diplomata para ser o porta-voz desta futura relação com a nova direcção do Austrade, que assumirá a posição no próximo mês.

      Billy Chan, ao PONTO FINAL, sublinhou o papel indispensável que a organização protagoniza em manter a comunidade australiana a par dos mais recentes desenvolvimentos, não só comerciais e económicos, mas sociais e culturais. Ao organizar encontros como estes, sendo o “Power Hour” o programa mais longo da organização, pretendem propiciar um espaço de discussão e de convívio para os australianos residentes em Macau e às outras comunidades presentes na região. Chan ainda destacou o grande desenvolvimento económico da Grande Baía, que diz ter ultrapassado as expectativas de muitos económicos, com um valor total de riqueza produzida nos 1,9 triliões de dólares americanos em 2022, perto de metade de toda a riqueza produzida pelo Japão, no mesmo ano.

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau