Edição do dia

Terça-feira, 18 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva forte
30.7 ° C
33.7 °
29.9 °
89 %
4.1kmh
40 %
Ter
31 °
Qua
30 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioDesportoSporting chegou ao 20.º título em época de recordes e golos

      Sporting chegou ao 20.º título em época de recordes e golos

      O Sporting chegou na edição 2023/24 da I Liga de futebol ao 20.º título, numa temporada preenchida por recordes e golos, com o sueco Viktor Gyökeres, praticamente desconhecido no arranque da época, como principal figura.

       

      O avançado nórdico, algo ‘perdido’ na segunda divisão inglesa, no Coventry, custou mais de 20 milhões de euros aos cofres do emblema de Alvalade, tornando-se a contratação mais cara do clube, e foi determinante para o regresso do Sporting e do técnico Rúben Amorim ao título. O sueco, de 25 anos, registou 29 golos e ficou muito perto de ser juntar a figuras como Bas Dost (34) e Jardel (42) no grupo de jogadores que alcançaram as três dezenas no novo século.

      Gyökeres contribuiu e muito para os ‘leões’ terem marcado em todas as 34 jornadas e também para terem vencido todos os jogos em Alvalade, não cedendo qualquer ponto no seu ‘covil’.

      Pela primeira vez, os ‘leões’ chegaram às 29 vitórias no primeiro escalão (mais três empates e apenas duas derrotas) e aos 90 pontos, a segunda melhor marca de sempre, só ultrapassada pelos 91 do FC Porto, em 2021/22.

      No número de golos, o Sporting também fez a sua melhor temporada de sempre no novo século, chegando aos 96 golos, sendo apenas superado pelos 103 do Benfica em 2018/19, com Bruno Lage.

      A campanha do Sporting, que terminou com uma confortável vantagem de 10 pontos sobre os ‘encarnados’, segundos, ficou marcado pelo excelente arranque e também por um ano de 2024 imbatível, com os ‘acidentes’ a acontecerem a caminho da época de natal.

      Após nove vitórias e um empate, a equipa de Rúben Amorim caiu pela primeira vez em novembro, com um desaire por 2-1 perante o Benfica, na Luz, com uma reviravolta inesperada da equipa da casa no descontos, e nova derrota aconteceu poucos dias depois, já em dezembro, em Guimarães (3-2).

      Com duas séries de oito vitórias seguidas, interrompidas apenas com empates perante o Rio Ave (3-3) e, mais tarde, com o FC Porto (2-2), o Sporting trilhou caminho para o título, comprovando o estatuto de equipa mais regular.

      Durante esta ‘viagem’, os ‘leões’ protagonizaram vitórias motivadoras em Alvalade sobre o FC Porto (2-0 em Alvalade), Sporting de Braga (5-0) e, com mais impacto, sobre o Benfica (2-1), que lançou a equipa definitivamente par ao título. Esse encontro com os ‘encarnados’ teve um herói inesperado, com Catamo a assinar um ‘bis’, incluindo o golo da vitória já perto do fim.

      Além do moçambicano e de Gyökeres, a época do Sporting teve outros protagonistas, com outra contratação nórdica a chegar e a ter sucesso, como foi o médio dinamarquês Hjulmand.

      Depois de uma primeira parte de época bem apagada, Trincão renasceu em 2024, assim como Pedro Gonçalves, que estiveram em forma e foram muito importantes na fase mais critica da temporada.

      Também durante esse período, o guarda-redes espanhol Adán, que vinha de exibições algo irregulares, lesionou-se, abrindo portas para o jovem uruguaio Franco Israel, que cumpriu e parece ter conquistado lugar para a próxima época.

       

      ‘Águias’, de altos e baixos, ganharam campeonato do top 4

       

      O Benfica foi humilhado no Dragão (0-5), perdeu o ‘jogo do título’ da I Liga de futebol em Alvalade (1-2) e esteve em desvantagem na receção a Sporting e Braga, mas ganhou o campeonato entre os quatro primeiros.

      Nos seis jogos ‘grandes’, os encarnados somaram 12 pontos, fazendo o pleno na Luz e triunfando em Braga, contra 11 do campeão Sporting, 10 do FC Porto e apenas um do Sporting de Braga, que explica o porquê de não conseguir lutar com os ‘grandes’.

      As ‘águias’ conseguiram a grande maioria dos pontos na primeira volta, com três triunfos tangenciais, e todos sofridos, nas receções a FC Porto (1-0, à sétima jornada) e Sporting (2-1, à 11.ª) e na ‘pedreira’ (1-0, à 14.ª).

       

      FC Porto falha top 2 pela sexta vez em 47 anos

       

      O FC Porto falhou um dos dois primeiros lugares da I Liga portuguesa de futebol pela sexta vez em 47 anos, numa época marcada pelo adeus, 42 anos depois, de Pinto da Costa como presidente do clube.

      Na época em que o histórico dirigente foi ‘esmagado’ nas urnas pelo ex-treinador André Villas-Boas, não chegando sequer aos 20% de votos, os ‘dragões’ fizeram a pior época da ‘era’ Sérgio Conceição, à sétima ‘versão’, ao serem terceiros classificados.

      Os portistas ficaram, assim, fora da nova ‘Champions’, apenas para os dois primeiros, repetindo o último lugar do pódio de 1981/82, 2001/02, 2009/10, 2013/14 e 2015/16.

      Desde 1977/78, época em que acabaram com 18 anos de ‘seca’ sem arrebatar o campeonato – desde 1958/59 -, o FC Porto nunca ficou fora do pódio, o que esteve para a acontecer esta época, já que o Sporting de Braga, quarto, acabou a quatro pontos.

      A última vez que os ‘dragões’ falharam um dos três primeiros lugares aconteceu há quase meio século, mais precisamente em 1975/76, época em que o campeão foi o Benfica, seguido pelo Boavista, segundo, e o Belenenses, terceiro.

      Os ‘dragões’ acabaram a época com 72 pontos, ao registarem 22 vitórias, seis empates e seis derrotas, o pior registo, em campeonatos a 18 equipas, desde 2004/05, época em que somaram apenas 62 (17 triunfos, 11 igualdades e sete desaires), ficando atrás do Benfica, pior campeão da história, com 65.

       

      Defesa ‘esburacada’ traiu outras ambições do Sporting de Braga

       

      O Sporting de Braga ficou em quarto lugar na I Liga de futebol 2023/24, classificação mais vezes obtida na sua história, tendo falhado uma inédita repetição do terceiro posto muito por culpa das debilidades defensivas demonstradas.

      Com a derrota, em casa, na última jornada, diante do FC Porto (1-0), a equipa falhou o ‘assalto’ ao pódio, quando precisava de vencer para ultrapassar os ‘dragões’. Isso teria permitido repetir o terceiro posto, o que aconteceria pela primeira vez em mais de 100 anos de vida dos ‘arsenalistas’.

      Os bracarenses, que terminaram na quarta posição pela 12.ª vez, classificação que mais vezes repetiram no principal escalão, foram uma das piores defesas da prova (só oito equipas sofreram mais), sendo o seu pior registo dos últimos 25 anos: repetiram a marca de 50 golos sofridos de 1998/99.

      Esse desequilíbrio defensivo penalizou muito a equipa que até foi o terceiro melhor ataque, com 71 golos, à frente do FC Porto (63) e com apenas menos seis que o Benfica (77) – mais longe do campeão Sporting (96).

       

      Recorde de 877 golos em campeonatos a 18 clubes

       

      A edição 2023/24 da I Liga portuguesa de futebol rendeu um recorde de 877 golos, à média de 2,87 por encontro, em campeonatos disputados por 18 equipas, o que acontece pela 26.ª vez.

      Com 446 golos nas primeiras 17 jornadas, recorde em qualquer volta a 18, e 431 desde a 18.ª ronda, o 90.º campeonato luso rendeu mais 46 golos do que anterior melhor marca, os 831 golos de 2015/16, à média de 2,72 por embate.

      A edição de há oito anos tomba, assim, para o segundo lugar da tabela, num pódio que fecha com os 826 tentos (média de 2,70) registados consecutivamente em 2017/18 e 2018/19. Em relação à temporada passada, em que foram marcados 763 golos, o crescimento foi ‘brutal’, de mais de uma centena, mais precisamente de 114.

      Para se chegar a este recorde, o clube que mais contribuiu foi, claramente, o campeão Sporting, que terminou a prova com 96 golos, a sua terceira melhor marca de sempre, igualando o registo de 1973/74.

      Os ‘leões’ só tinham marcado mais em 1948/49, quando chegaram aos 100, e em 1946/47, época do recorde nacional de 123, em duas equipas em que pontificavam os ‘cinco violinos’ (Peyroteo, Travassos, Vasques, Albano e Jesus Correia).

      No século XXI, o registo do conjunto de Rúben Amorim apenas fica atrás dos 103 golos do Benfica de 2018/19. Os ‘leões’ deixaram a concorrência a ‘quilómetros’, com o Benfica a somar 77 tentos, o Sporting de Braga a contribuir com 71 e o FC Porto a adicionar 63.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau