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      Filipinas instadas a expulsar diplomatas chineses após fuga de informação

      O Conselho de Segurança Nacional das Filipinas pediu a expulsão dos diplomatas chineses responsáveis pela revelação de uma alegada conversa entre Pequim e Manila sobre disputas no Mar do Sul da China. A queixa refere-se à fuga da transcrição da alegada conversa telefónica de 3 de Janeiro, divulgada por alguns órgãos de comunicação filipinos.

       

      O Conselho de Segurança Nacional das Filipinas pediu a expulsão imediata do país dos diplomatas chineses responsáveis pela revelação de uma alegada conversa entre Pequim e Manila sobre disputas no Mar do Sul da China.

      “Os indivíduos da embaixada chinesa responsáveis pela violação das leis filipinas (…) devem ser imediatamente expulsos do país”, declarou o conselheiro de segurança, Eduardo M. Año.

      O conselheiro apelou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do país insular para que tome “medidas adequadas” contra os diplomatas chineses, que afirmam ter gravado uma conversa telefónica entre um membro da sua legação em Manila e um oficial da Defesa filipina.

      A queixa refere-se à fuga, esta semana, da transcrição da alegada conversa telefónica de 3 de Janeiro, divulgada por alguns órgãos de comunicação filipinos, em que Manila terá concordado com uma proposta chinesa de enviar menos navios para um atol disputado no Mar do Sul da China e de notificar previamente Pequim das suas missões.

      “Os repetidos atos de desinformação da embaixada chinesa, que agora revela transcrições espúrias de gravações de alegadas conversas entre representantes dos dois países, não devem ficar impunes”, acrescentou o comunicado. “Sublinhamos que o objetivo incontestável da Embaixada da República Popular da China ao publicar estas falsidades é criar discórdia, divisão e desunião entre o povo filipino”, denunciou.

      O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Li Jian, considerou o apelo de Manila para a expulsão dos diplomatas chineses uma acção “desesperada”, em conferência de imprensa. Li pediu às Filipinas que não neguem factos nem tomem medidas imprudentes e apelou à nação insular para que “não pegue numa pedra para a deixar cair num pé”.

      Nos últimos meses, os confrontos entre navios chineses e filipinos têm-se multiplicado no Mar do Sul da China, principalmente em torno dos atóis de Scarborough e Tomé Segundo, este último referido na alegada fuga de informação.

      As autoridades filipinas argumentam que os atóis estão dentro da zona de exclusividade económica de 200 milhas náuticas (370 quilómetros), o que, segundo o direito internacional, lhes dá o direito de explorar os recursos, mesmo que sejam consideradas águas internacionais.

      Pequim alega razões históricas para a sua reivindicação de quase todo o Mar do Sul da China, que representa cerca de 30% do comércio global e alberga 12% das reservas de pesca do mundo, bem como jazidas de petróleo e gás. Para além das Filipinas, outros países vizinhos, como o Vietname, Malásia e o Brunei, têm reivindicações concorrentes. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau