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      InícioÁsiaPresidente sul-coreano promete laços estreitos com Kiev e "boa relação" com Moscovo

      Presidente sul-coreano promete laços estreitos com Kiev e “boa relação” com Moscovo

      O Presidente da Coreia do Sul prometeu ontem cultivar uma “boa relação” com a Rússia e manter laços estreitos com a Ucrânia, excluindo o fornecimento directo de armas.

       

      Seul “fará tudo o que estiver ao seu alcance para prosseguir a cooperação económica” com Moscovo, mantendo-se ao mesmo tempo próximo de Kiev, afirmou Yoon Suk-yeol, na primeira conferência de imprensa que deu em quase dois anos e depois da derrota do Partido do Poder Popular (PPP) nas eleições gerais de Abril. Yoon referiu ainda a “posição firme” do país de não fornecer armas letais a países em conflito.

      Na conferência, o líder sul-coreano, há dois anos no poder, prometeu novas políticas para a educação e o trabalho, bem como ajudas para apoiar o equilíbrio entre a vida profissional e familiar. “Durante dois anos, tentámos melhorar a vida dos sul-coreanos, mas não foi suficiente. Nos próximos três anos, vamos ouvir a voz do povo com humildade”, disse Yoon, referindo-se à derrota nas urnas e aos três anos que lhe restam no poder.

      “Peço desculpa por ter incomodado o povo devido à imprudência da minha mulher”, acrescentou, numa referência ao chamado “escândalo da bolsa Dior”, surgido na sequência de um vídeo gravado com imagens da primeira-dama a receber uma bolsa Dior avaliada em mais de 2.200 dólares das mãos de um religioso.

      Yoon escusou-se a fazer mais comentários sobre o assunto, dizendo que não quer influenciar a investigação do gabinete do procurador-geral.

      O sucedido pode constituir um crime, uma vez que a lei anticorrupção sul-coreana considera ilegal que um funcionário do Governo, ou cônjuges, recebam presentes avaliados em mais de um milhão de won (cerca de 679 euros) de uma só vez ou um valor acumulado de mais de três milhões de won (2.041 euros) durante um ano fiscal.

      O caso voltou à ribalta depois da pesada derrota eleitoral do PPP, juntamente com as alegações de que a primeira-dama também teria cometido um crime de manipulação de ativos da bolsa entre 2009 e 2012.

      Em Janeiro, Yoon teve de exercer o veto presidencial a uma moção do Partido Democrático para investigar o alegado crime de manipulação de ativos, mas, na sequência do resultado das eleições, a oposição voltou a pedir a abertura de um inquérito especial sobre o caso.

       

      Ministério para aumentar taxa de natalidade

       

      O Presidente da Coreia do Sul propôs ontem a criação de um ministério para combater a baixa taxa de natalidade no país, ameaçado por uma crise demográfica. “Estou a pedir a cooperação do Parlamento para rever a organização do Governo, a fim de criar um ministério do planeamento para combater a baixa taxa de natalidade”, afirmou Yoon Suk-yeol, na primeira conferência de imprensa que deu em quase dois anos e depois da derrota do partido nas eleições gerais de Abril.

      O número de recém-nascidos na Coreia do Sul, um país com 51 milhões de habitantes, atingiu o nível mais baixo (230.000) em 2023, desde que as primeiras estatísticas foram compiladas em 1970, anunciou Seul, em fevereiro, apesar dos milhares de milhões de euros investidos pelas autoridades para incentivar os nascimentos.

      O número de recém-nascidos por mil habitantes desceu para 4,5, contra 4,9 em 2022, de acordo com dados preliminares da agência estatal de estatísticas.

      A taxa de fecundidade desceu para 0,72 filhos por mulher, longe dos 2,1 necessários para manter a população no nível actual. Esta taxa não era atingida no país desde o final da década de 1980.

      A este ritmo, e sem recurso à imigração, a população da Coreia do Sul deverá reduzir quase para metade até 2100, indicaram especialistas.

      A taxa de fertilidade do país é a mais baixa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e a idade média em que uma mulher tem o primeiro filho é de 33,6 anos, a mais elevada da OCDE. Seul gastou grandes somas de dinheiro para incentivar os nascimentos, através de subsídios, serviços de acolhimento de crianças e ajuda para tratamentos de infertilidade, mas sem sucesso. Lusa

       

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      Redacção do Ponto Final Macau