Edição do dia

Sexta-feira, 24 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
aguaceiros fracos
25.9 ° C
26 °
25.9 °
94 %
2.6kmh
75 %
Sex
26 °
Sáb
26 °
Dom
28 °
Seg
28 °
Ter
27 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaPequim inicia ensaios com o seu mais moderno porta-aviões no mar do...

      Pequim inicia ensaios com o seu mais moderno porta-aviões no mar do Leste da China

      O porta-aviões Fujian, o terceiro e mais moderno do Exército chinês, partiu ontem do estaleiro Jiangnan, em Xangai, para iniciar os primeiros testes no mar, ilustrando a rápida expansão da capacidade naval do país asiático.

      O navio de guerra, lançado em junho de 2022, representa um grande salto nas capacidades navais do país, já que é o primeiro a dispor de catapultas electromagnéticas para o lançamento de aviões, informou ontem a agência de notícias oficial Xinhua.

      Os testes, que decorrem até 9 de Maio, vão centrar-se na avaliação da fiabilidade e estabilidade dos sistemas de propulsão e eléctricos do porta-aviões, bem como na verificação de que cumpre os requisitos técnicos para operar no mar.

      Um outro aviso das autoridades marítimas, publicado na terça-feira, informou que seriam realizadas “atividades militares” no mar do Leste da China, entre as 07:00 de 01 de maio e as 09:00 de 9 de Maio, e que “navios não relacionados” estão proibidos de entrar numa área marítima designada.

      O Fujian é o terceiro porta-aviões da China e faz parte do ambicioso plano do Exército Popular de Libertação (EPL) de ter seis navios deste tipo até 2035, o que o tornaria a segunda maior força naval a seguir aos Estados Unidos.

      O porta-aviões, concebido e construído inteiramente na China, representa um avanço significativo em relação aos seus antecessores, o Liaoning e o Shandong, ambos baseados em modelos soviéticos.

      O navio tem maior capacidade de lançar aviões de forma mais regular e eficiente graças às catapultas eletromagnéticas, o que lhe confere maior projeção de poder e flexibilidade nas operações marítimas. Terá uma capacidade de deslocação de 80.000 toneladas, aproximando-o de alguns porta-aviões norte-americanos, cuja capacidade de deslocação ascende a 100.000 toneladas.

      O reforço da marinha chinesa levanta suspeitas entre os seus rivais – tanto os EUA como outros países da região – especialmente devido às disputas territoriais com países vizinhos, no mar do Sul da China e ainda Taiwan, cuja soberania é reivindicada por Pequim.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau