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      Músicos de Macau incluídos no programa do Dia Internacional do Jazz da UNESCO

      Expressão e liberdade através da música. Macau celebra hoje o Dia Internacional do Jazz, estabelecido pela UNESCO em 2011, com concertos organizados pelo Macau Jazz Sunday Sessions, ArtBeat Productions e a None of Your Business, na Red House Macau, no NAPE. O evento abre as portas às 21h e conta com duas bandas e três cantores convidados, que mais tarde irão partilhar o palco com o público seguindo o espírito da música improvisada.

       

      “Jazz não é só música, é uma maneira de viver, é uma maneira de ser, uma maneira de pensar”, declamou Nina Simone, uma lenda deste género musical, que tem crescido muito além das melodias e ritmos, transformando-se num símbolo da expressão artística e uma manifestação da liberdade humana. O jazz é a zona de conforto dos músicos, é o espaço de partilha e do improviso, onde o virtuosismo não tem limites e as pessoas conectam-se através da vibração primordial do som. Está intimamente ligado ao progresso dos direitos humanos e na luta contra a discriminação e o racismo. Com a sua origem em Nova Orleães, em Louisiana, surgiu entre as comunidades afro-americanas no início do século passado, como uma forma de convívio e divertimento, que rapidamente evoluiu para um género artístico-musical que captivou toda a população, atingindo os patamares mais altos da política e introduzindo-se na história dos movimentos para os direitos humanos, representado por figuras como Malcolm X, Martin Luther King Jr. e James Baldwin.

      Foi nesta nota humanista que a UNESCO decidiu proclamar dia 30 de Abril, hoje, como o Dia Internacional do Jazz, com reconhecimento oficial pelas Nações Unidas no mesmo ano. Mantendo o desenvolvimento da cultura a um nível global como objectivo central da Conferência-geral de 2011 em Paris, foi destacada a importância educacional do Jazz como uma frente para o diálogo, busca pela paz e representação da cooperação mundial entre todas as culturas.

      Nada seria mais coincidente que celebrar estes temas, em conjunto com o dia da revolução portuguesa e o Dia do Trabalhador, ao som inovador e intercultural do jazz ao vivo. Num evento especial de música, organizado pelo colectivo Macau Jazz Sunday Sessions, em colaboração com as produtoras ArtBeat Productions e a None of Your Business, a Red House Macau, localizada no Ascott, serão recebidas duas bandas e três cantores convidados, bem como performances de dois DJs, que vão manter o ritmo pela noite dentro. No tradicional espírito da música improvisada, após as performances, o palco será aberto ao público, dando início às sessões de improviso programadas. Um incentivo ao espectador para participar numa experiência imersiva no extenso universo do jazz e a cultura musical representada por este dia.

      Segundo os organizadores, uma das intenções deste evento é de trazer de volta a Macau um espaço de cultivo e apreciação do género, bem como a divulgação da música ao vivo na cidade e oferecer uma plataforma para as bandas locais e internacionais poderem mostrar o seu talento. Já tinham sido antes dinamizados eventos do género em espaços como a Live Music Association, mas com o período de isolamento prolongado no território nos últimos anos, surgiram menos oportunidades de reunir artistas e músicos que contribuíssem para uma programação contínua de concertos. O International Jazz Day Concert and Jam Session no Red House Macau aparece como um festejo desta nova fase de crescimento das actividades culturais em Macau e possivelmente como o primeiro capítulo desta recente colaboração.

      Inscrito oficialmente no programa internacional do dia do jazz da UNESCO, este evento faz parte de uma série de outros acontecimentos musicais e artísticos distribuídos pelo mundo, todos conectados pelo mesmo tema, o género livre e expressivo da música jazz. Com mais de 190 países envolvidos e uma audiência global calculada em mais de dois mil milhões de pessoas anualmente, o embaixador da boa vontade, Herbie Hancock, anunciou Tânger como a cidade anfitriã desta comemoração da diversidade global, que começou no sábado e acaba hoje.

      Foram convidadas as bandas The Hot Dog Express e The Bridge, que recebem os cantores Miguel Falé, Jandira Silva e Rachel Lau. Talentos locais com carreiras estabelecidas tanto no jazz como noutros géneros de música, como bossa nova e o R&B. Os DJs Herbie Bangkok e IDego fecham a noite com alguns sons ecléticos. Representam Macau no evento desta noite, que tem como apoio o conhecido Jazz Club de Macau, fundado em 1985, inicialmente como um pequeno espaço de reunião para os entusiastas do jazz, e agora uma estabelecida entidade de representação do género na região.

      O evento dá inicio às 21h na casa de espetáculos e bar Red House Macau, com um evento de Facebook do próprio estabelecimento a ofercer mais detalhes sobre a compra de bilhetes e acesso, sendo possível aceder à página do Jazz Club de Macau para mais informações.