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      InícioGrande ChinaBlinken aborda práticas comerciais chinesas em reuniões em Xangai

      Blinken aborda práticas comerciais chinesas em reuniões em Xangai

      O Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, abordou ontem, em Xangai, junto de funcionários do governo da “capital” económica da China, o que os Estados Unidos consideram ser práticas comerciais chinesas injustas.

       

      Blinken reuniu-se com o principal responsável da cidade, o secretário local do Partido Comunista, Chen Jining, e “manifestou a sua preocupação com as políticas comerciais [chinesas] e as práticas económicas não mercantis”, afirmou o Departamento de Estado, em comunicado.

      Blinken sublinhou que os Estados Unidos procuram uma concorrência económica saudável com a China e “condições equitativas para os trabalhadores e as empresas norte-americanas que operam” no país asiático. “As duas partes reafirmaram a importância dos laços entre os povos dos Estados Unidos e [da China], incluindo a expansão dos intercâmbios entre estudantes, académicos e empresários”, acrescentou.

      O excedente comercial multibilionário da China com os EUA, juntamente com as acusações de usurpação de propriedade intelectual e outras práticas consideradas discriminatórias para as empresas norte-americanas na China, têm sido fonte de fricção nas relações.

      A China tem também levantado fortes objeções às acusações norte-americanas sobre violações dos Direitos Humanos e ao apoio de Washington a Taiwan, a ilha que Pequim considera ser uma província sua contra a qual ameaça usar a força para alcançar a reunificação.

      Blinken chegou a Xangai na quarta-feira, pouco antes de o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinar um pacote de ajuda externa de 95 mil milhões de dólares que contém vários elementos suscetíveis de enfurecer Pequim, incluindo 8 mil milhões de dólares para contrariar a crescente agressividade da China em relação a Taiwan e no Mar do Sul da China.

      Pequim tem-se insurgido contra a assistência dos EUA a Taiwan e condenou imediatamente a ajuda como uma provocação perigosa. Também se opõe fortemente aos esforços para forçar a venda do TikTok, a plataforma de partilha de vídeos detida por uma empresa chinesa. “Penso que é importante sublinhar o valor – na verdade, a necessidade – de um compromisso directo, de falarmos uns com os outros, de expormos as nossas diferenças, que são reais, e de procurarmos ultrapassá-las”, disse Blinken a Chen. “Temos uma obrigação para com o nosso povo, e mesmo uma obrigação para com o mundo, de gerir de forma responsável as relações entre os nossos dois países”, afirmou. “É essa a obrigação que temos e que levamos muito a sério”.

      Chen disse esperar que Blinken obtenha uma “profunda impressão e compreensão” de Xangai, uma cidade repleta de arranha-céus, portos e mais de 25 milhões de pessoas que é um íman para jovens ambiciosos da China e do estrangeiro.

      Os EUA manifestaram a preocupação de que o potencial excesso de capacidade das indústrias chinesas – como os veículos elétricos, o aço e os painéis solares – possa eliminar os fabricantes norte-americanos e estrangeiros.

      Pouco após a sua chegada, Blinken assistiu a um jogo de basquetebol entre os Shanghai Sharks e os Zhejiang Golden Bulls, com a equipa da casa a perder nos últimos segundos por 121-120.

      Com a corrida presidencial norte-americana a aquecer, não é claro quais as ramificações que uma vitória de Joe Biden ou do antigo Presidente Donald Trump poderá ter para as relações. Trump poderia aprofundar uma guerra comercial que iniciou durante o seu primeiro mandato. A sua retórica dura em relação à China e a sua abordagem isolacionista da política externa podem aumentar as incertezas.

       

      Blinken quer “reconstruir intercâmbios estudantis” com a China

       

      O Secretário de Estado norte-americano afirmou ontem, em Xangai, que Washington está empenhado em “reconstruir” os intercâmbios estudantis com Pequim, após acusações chinesas de que os EUA têm assediado e revogado vistos a estudantes chineses. “Temos cerca de 300.000 estudantes chineses nos EUA e apoiamos essa iniciativa. No ano passado, penso que havia mais de 100.000 novos estudantes com visto nos EUA. Aqui, infelizmente, passámos de cerca de 15.000 estudantes norte-americanos – há cerca de uma década – para cerca de 800, atualmente. Na verdade, estamos a descer para um mínimo de cerca de 300, devido à covid-19 e a outras razões”, disse.

      Os EUA querem “reconstruir essas ligações” e ter “o ambiente mais acolhedor possível” para que os nossos estudantes se sintam bem-vindos aqui, tal como nós queremos garantir que os estudantes chineses são bem-vindos nos Estados Unidos”, disse Blinken.

      Blinken disse também que Washington e Pequim têm de “encontrar formas” de tornar a relação “tão estável quanto possível”, no início de uma visita ao país asiático. “É uma das coisas com que o Presidente Joe Biden e o Presidente Xi Jinping concordaram durante o encontro no ano passado em São Francisco: temos de encontrar formas de tornar as nossas relações tão estáveis quanto possível”, disse Blinken, durante a reunião com líderes empresariais.

      Segundo o comunicado emitido pelo Departamento de Estado norte-americano, Blinken acrescentou: “Temos de nos certificar de que a relação está a funcionar da forma que deve funcionar para benefício mútuo”. “É importante que saibamos o que está a funcionar e o que não está, e também que possamos refletir quaisquer preocupações que tenhamos”, disse Blinken em declarações proferidas antes do início da reunião com os líderes empresariais. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau