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      Prometido reforço da cooperação entre a China e os países de língua portuguesa

      Após o primeiro dia da Conferência Ministerial do Fórum Macau, foi divulgado o plano de acção da China para a promoção da cooperação económica e comercial face aos países de língua portuguesa até 2027. Essas medidas de cooperação vão desde o comércio até aos recursos humanos, passando pelo desenvolvimento de Macau enquanto plataforma.

       

      O primeiro dia da VI Conferência Ministerial do Fórum Macau culminou na apresentação do plano de acção para a promoção da cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa para os próximos quatro anos.

      No que toca à cooperação no comércio e no investimento, a China diz estar disposta a “suportar e facilitar a participação de empresas dos países de língua portuguesa na Exposição Internacional de Importação da China, Feira de Importação e Exportação da China, Feira Internacional de Comércio em Serviços da China e Exposição Económica e Comercial China–Países de Língua Portuguesa (Macau), entre outras importantes convenções e exposições”.

      Além disso, a China pretende também prestar seguros de créditos à exportação de empresas da China e dos países de língua portuguesa em sectores prioritários como infraestruturas, energias e construção naval, entre outros, promovendo o crescimento contínuo das trocas comerciais e do investimento total entre as duas partes”.

      Por outro lado, Pequim irá prestar suporte financeiro ao comércio, facilitar inspecções sanitárias e fitossanitárias de produtos alimentares e agrícolas provenientes de países de língua portuguesa e reforçar o intercâmbio sobre políticas comerciais e de investimento junto da lusofonia.

      No que toca à cooperação sectorial, a China diz estar disposta a reforçar a cooperação em agricultura com os países de língua portuguesa, ajudando-os na “melhoria da produção, transformação e armazenamento de produtos agrícolas, assim como criando ou actualizando ‘zonas emblemáticas de cooperação agrícola’. Por outro lado, está previsto o reforço da cooperação em ciência e tecnologia junto dos países da lusofonia interessados, bem como na área dos transportes aéreos.

      No âmbito da cooperação para o desenvolvimento, Pequim pretende “reforçar o diálogo sobre políticas de cooperação para o desenvolvimento junto dos países de língua portuguesa”. Prevê também a coordenação de recursos de assistência para desenvolver as cooperações nos domínios de agricultura, saúde, cultura, transportes e infraestruturas, implementando um grupo de projectos de infraestruturas.

      A China quer também implementar um grupo de projectos “pequenos mas inteligentes” “em prol do bem-estar da população conforme as necessidades dos Países de Língua Portuguesa da Ásia e de África, tais como projectos de construção de pequenas instalações, fornecimento de materiais generalizados e cooperação técnica, entre outros”.

      Na área dos recursos humanos, a China promete oferecer três mil vagas para formação aos países de língua portuguesa no sentido de formar quadros profissionais especializados em governação e administração, redução da pobreza, interconectividade, gestão ecológica e do meio ambiente e desenvolvimento verde, entre outros domínios. Além disso, serão fornecidas bolsas de estudo governamentais aos estudantes dos países de língua portuguesa para estudar no interior da China, encorajando também o Governo da RAEM a conceder bolsas de estudo aos estudantes dos países de língua portuguesa para estudar em Macau. A RAEM também deverá convidar quadros da lusofonia para fazerem formação e estágios nos domínios do turismo, serviços médicos e saúde.

      Relativamente à cooperação médica e sanitária, a China quer aprofundar a cooperação entre os hospitais associados da China e dos países de língua portuguesa, prestando consultas gratuitas ou realizando outros projectos médicos de curto prazo. Quer também formar quadros qualificados em medicina tradicional para os países de língua portuguesa, estabelecendo centros de Medicina Tradicional Chinesa no exterior, e ainda enviar para os países de língua portuguesa da Ásia e África equipas médicas com um total de 300 pessoas.

      Por fim, especificamente sobre a plataforma de Macau, a China reitera a importância da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin e irá desenvolver o mercado internacional de obrigações pelo uso de RMB e MOP através da Ilha da Montanha. Pequim pretende também apoiar a RAEM na construção da Plataforma de Cooperação Científica e Tecnológica entre a China e os países de língua portuguesa. Por fim, a China está disposta a apoiar Macau na construção de mecanismo de cooperação no sector audiovisual, “desenvolvendo projectos de diálogo de políticas, co-produção, intercâmbio de programas, cooperação técnica e formação de quadros”.