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      FMI prevê crescimento económico em Macau de 13,9% este ano e 9,6% em 2025

      A economia de Macau deverá crescer 13,9% este ano e 9,6% no próximo ano, enquanto a taxa de desemprego poderá vir a descer para 1,9% até 2025, segundo as previsões dadas pelo Fundo Monetário Internacional relativamente a Macau nas mais recentes Perspectivas Económicas Mundiais. O relatório indica, entretanto, que se registará uma taxa de inflação acrescente de 1,7% em 2024 e 2,3% em 2025.

       

      O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento da economia de Macau de 13,9% para este e 9,6% no próximo, depois de ter registado um aumento de 80,5% no ano passado. Está prevista ainda uma inflação de 1,7% em 2024 e 2,3% em 2025, ou seja, taxa mais acelerada em relação ao ano passado de 0,9%.

      De acordo com as Perspectivas Económicas Mundiais, divulgadas ontem em Washington no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, que arrancaram segunda-feira, a região deverá também ver uma descida do desemprego, que cairá de 2,7%, no ano passado, para 2% este ano e 1,9% no próximo ano. O excedente da balança corrente deverá estabilizar em torno de 30% do PIB neste ano, devido à recuperação das exportações de serviços.

      Recorde-se que o Produto Interno Bruto (PIB) de Macau, segundo os Serviços de Estatística e Censos, registou no ano passado uma subida anual de 80,5%, recuperando mais de 80% do nível de 2019, tendo o PIB per capita se cifrado em 559 mil patacas.

      O FMI tinha já avançado, no final de uma missão a Macau no início de Março, que esperava um crescimento de 13,9% em 2024 e regressar aos níveis pré-pandemia no próximo ano com a recuperação no sector do jogo e também “sólidos investimentos privados”, em parte ligados ao compromisso das operadoras de casino em investir em áreas não ligadas ao jogo.

      A análise do FMI sugeriu ainda à RAEM que procedesse a uma reforma económica geral, aproveitando as “oportunidades decorrentes da sua integração na Grande Baía”. Também se fez referência à necessidade de  “investimentos públicos em capital humano” e à simplificação dos requisitos para contratar trabalhadores qualificados do exterior, de forma a ajudar as empresas de Macau “a competir por talentos estrangeiros”, vitais para diversificar a economia.

      O PIB de Macau, segundo o relatório do FMI, sofreu uma quebra acentuada de 54,3% em 2020, altura em que registou o início do surto da pandemia. Houve uma retoma em 2021 de 23,5%, mas voltou a cair 21,4% no ano anterior. Após a recuperação forte em 2023, quando as actividades económicas da cidade se normalizaram, a instituição estima que irá haver um crescimento contínuo da economia nos próximos anos, antevendo um acréscimo de 3% até 2029. A inflação no território nunca registou uma taxa negativa desde que há registo nos dados do FMI, em 2006, estando previsto atingir 2,5% em 2029.

      A nível global, o FMI melhorou em uma décima a previsão do crescimento mundial para 3,2% este ano, taxa que também se espera para o próximo ano.

      A previsão para 2024 foi revista em alta em 0,1 ponto percentual face ao relatório de Janeiro e em 0,3 ponto percentual face a Outubro do ano passado.

      A instituição liderada por Kristalina Georgieva salientou que o crescimento económico manter-se-á “estável”. No entanto, a previsão para o crescimento global daqui a cinco anos, de 3,1%, é a mais baixa das últimas décadas. Já a inflação global deverá cair de uma média anual de 6,8%, em 2023, para 5,9% em 2024, e 4,5% em 2025, com as economias avançadas a regressarem às suas metas de inflação mais cedo do que as economias dos mercados emergentes e em desenvolvimento.

       

      *com Lusa