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      InícioGrande ChinaChina e EUA abordam situação económica e política monetária em Washington

      China e EUA abordam situação económica e política monetária em Washington

      O governador do Banco Popular da China (banco central), Pan Gongsheng, abordou ontem, em Washington, “a actual situação económica e a política monetária” da China e dos Estados Unidos, com o presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell.

       

      O encontro teve lugar durante as reuniões da primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) na capital norte-americana, segundo a instituição monetária do país asiático. De acordo com o comunicado, Pan e Powell debateram a “estabilidade financeira” entre os dois países.

      Na segunda-feira, as duas potências realizaram em Washington reuniões entre os seus grupos de trabalho económico e financeiro, que se centraram na “situação macroeconómica mundial” e no “crescimento equilibrado”.

      O vice-ministro chinês das Finanças, Liao Min, e o subsecretário do Tesouro norte-americano, Jay Shambaugh, conduziram uma sessão económica “pragmática e construtiva”, na qual abordaram questões como as restrições comerciais, segundo um comunicado do Governo chinês.

      A parte chinesa manifestou a sua preocupação com as “medidas restritivas” impostas pelos EUA, enquanto as duas partes concordaram em manter um “diálogo aberto” e “continuar os intercâmbios construtivos”. No mesmo dia, os grupos de trabalho financeiro das duas potências mantiveram diálogos “profissionais, pragmáticos, sinceros e construtivos” na capital norte-americana.

      Apesar da aproximação entre as duas potências nos últimos meses, as tensões comerciais agravaram-se recentemente, em parte devido ao que Washington considera ser o “excesso de capacidade industrial” da China, especialmente em setores como a energia solar e os veículos eléctricos.

      Os EUA anunciaram na quarta-feira que vão lançar uma investigação sobre as práticas comerciais chinesas nos setores da construção naval, o que poderá conduzir à imposição de taxas alfandegárias punitivas.

       

      China chama hipócrita a Biden por acusações de xenofobia

       

      A China acusou ontem o Presidente dos Estados Unidos de hipocrisia, um dia depois de Joe Biden ter criticado as autoridades do país asiático por alegada xenofobia e batota no comércio mundial de aço. “Gostaria de lhe perguntar: está a falar da China ou está a falar dos Estados Unidos”, afirmou Lin Jian, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em conferência de imprensa, quando questionado sobre as declarações do líder norte-americano.

      Durante uma visita de campanha ao estado norte-americano da Pensilvânia, Joe Biden acusou Pequim de “fazer batota” no comércio mundial de aço, prejudicando os fabricantes norte-americanos e os seus trabalhadores.

      Trata-se de um eleitorado fundamental para as eleições presidenciais de Novembro, nas quais deverá enfrentar o seu rival Donald Trump, que concorre pelo Partido Republicano. “Eles são xenófobos”, disse o Presidente americano, referindo-se à China, durante um discurso na sede do sindicato dos trabalhadores do aço (USW) em Pittsburgh, a histórica capital do aço dos Estados Unidos.

      O líder democrata lamentou o facto de as empresas siderúrgicas chinesas “não terem de se preocupar em obter lucros porque o Governo chinês as subsidia fortemente”. “Não competem, fazem batota. E nós vimos os danos aqui na América”, acrescentou. “Não estou à procura de um confronto com a China, quero concorrência, mas uma concorrência justa”, acrescentou Joe Biden, garantindo que não haverá “guerra comercial” com Pequim.

      O Presidente norte-americano anunciou também na quarta-feira que pretende triplicar as taxas alfandegárias sobre o aço e o alumínio provenientes da China. “Sempre pedimos aos Estados Unidos que respeitem sinceramente os princípios da concorrência leal, que respeitem as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e que ponham imediatamente termo às suas medidas protecionistas contra a China”, reagiu o porta-voz Lin Jian. “A China tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar os seus direitos legítimos”, sublinhou, sem especificar a natureza dessas medidas.

      Os comentários de Joe Biden surgem num contexto de intensa rivalidade política e económica com a China, apesar do diálogo renovado entre os dois países. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau