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      InícioGrande ChinaEconomia da China cresce 5,3% no primeiro trimestre de 2024

      Economia da China cresce 5,3% no primeiro trimestre de 2024

      A economia da China cresceu 5,3%, no primeiro trimestre de 2024, após ter sido impulsionada pelas políticas de estímulo do governo e o aumento da procura, indicam dados oficiais ontem divulgados.

      A expansão da segunda maior economia do mundo entre Janeiro e Março superou as previsões dos analistas, de cerca de 4,8%, de acordo com os dados oficiais. Em comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de 1,6%.

      A economia chinesa teve dificuldades em recuperar da pandemia da covid-19, face à queda na procura e a uma crise de liquidez no sector imobiliário.

      Os dados económicos surgiram dias depois de a China ter comunicado um declínio das importações e exportações em Março, bem como um abrandamento da inflação, após meses de pressão deflacionista.

      A produção industrial no primeiro trimestre aumentou 6,1% e as vendas a retalho cresceram 4,7%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

      O investimento em activos fixos no primeiro trimestre cresceu 4,5%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

      O crescimento da economia no primeiro trimestre foi apoiado por um “desempenho superior generalizado da indústria transformadora”, pelas despesas das famílias nos feriados do Ano Novo Lunar e políticas de apoio ao investimento, de acordo com a economista Louise Loo, da Oxford Economics. “No entanto, os indicadores de atividade de Março sugerem fraqueza após o Ano Novo Lunar”, afirmou. “As condições da procura externa também permanecem imprevisíveis, como se pode ver pelo forte desempenho negativo das exportações em Março”.

      Os decisores políticos lançaram uma série de medidas de política fiscal e monetária, numa altura em que Pequim procura impulsionar a economia. A China estabeleceu um objetivo de crescimento do PIB de 5%, para 2024.

       

      Preço das casas novas cai pelo décimo mês consecutivo em Março

      Os preços das casas novas na China caíram pelo décimo mês consecutivo, em Março, indicam dados oficiais divulgados ontem, sugerindo que a longa crise no sector imobiliário do país ainda não chegou ao fim.

      Os preços nas 70 principais cidades da China caíram 0,34%, em relação ao mês anterior, de acordo com cálculos feitos com base nos números divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatística (GNE) chinês. Em Fevereiro, o declínio tinha sido de 0,4%.

      Entre as localidades acima mencionadas, 57 registaram descidas nos preços das casas novas, em comparação com 59, em Janeiro, enquanto para as propriedades usadas, o número aumentou de 68 para 69, sendo a cidade de Fuzhou, no sudeste do país, a única a registar um aumento mensal.

      Cálculos adicionais da agência de notícias Bloomberg mostraram que os preços das casas novas caíram 2,7% em termos homólogos – em Fevereiro, a queda foi de 1,9% – e os preços das casas usadas caíram 0,53% em termos mensais, ou 5,9%, em termos homólogos.

      O GNE divulgou também que o investimento na construção de imobiliário caiu 9,9% no primeiro trimestre, em termos homólogos.

      Os dados mostraram ainda que, até Março, as vendas comerciais medidas pela área útil caíram 19,4%, em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Em 2022, este indicador já tinha caído 24,3%, e mais 8,5%, no ano passado.

      Uma das principais causas do recente abrandamento da economia chinesa é precisamente a crise no sector imobiliário, cujo peso no produto interno bruto (PIB) chinês – somando fatores indirectos – foi estimado em cerca de 30%, de acordo com alguns analistas. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau