Edição do dia

Sábado, 25 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
26.4 ° C
28.2 °
25.9 °
94 %
4.1kmh
40 %
Sáb
27 °
Dom
26 °
Seg
27 °
Ter
29 °
Qua
25 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioCulturaDesigner de malas de missangas “Privalova” cria peças únicas para ocasiões especiais

      Designer de malas de missangas “Privalova” cria peças únicas para ocasiões especiais

      São malas inteiramente feitas à mão a partir de missangas que brilham e sobressaem, fazendo com que quem as use se sinta “especial”. A criadora Yuliia Privalova diz que os seus modelos são únicos e feitos para reflectir a individualidade de cada cliente. 

      Foi há cerca de um ano que Yuliia Privalova se lançou na criação de malas de senhora feitas de missangas e pérolas de múltiplas cores e feitios. Embora não tenha uma loja física, em Macau muitos clientes recorrem à sua página de Instagram (priva_lova_handmade) onde a designer coloca fotografias de todos os modelos e cores de malas que cria. Também é possível encomendar qualquer outro modelo, escolhendo a cor e o material para que “a bolsa fique à medida da futura dona”, partilhou a criativa com o PONTO FINAL.

      O processo de criação de uma mala demora cerca de uma semana, mas tudo depende da complexidade do modelo e do tamanho, explicou, já que por vezes também é preciso “encomendar material e esperar que chegue”, e nesse caso ela só fica concluída em duas ou três semanas. Das encomendas que já recebeu, Yuliia Privalova quis destacar um pedido que lhe foi difícil executar, de uma mala com fecho de correr em forma de perfume. “Foi muito difícil ligar a mala e a tampa com um fecho de correr, mas ficou óptima”.

      Com preços a partir de 350 patacas, como no caso do custo de uma bolsa para telemóvel, as suas malas possuem a característica de serem modelos únicos, o que faz destes objectos ainda mais singulares. “Cada mala é individual, criada para uma pessoa específica, e ninguém terá uma mala igual a ela. Muitas vezes uma cliente quer comprar uma mala, mas não consegue escolher um modelo, então eu olho para uma fotografia sua e selecciono uma mala que reflicta o seu carácter e personalidade”, partilhou.

      Com uma estética invulgar, vinda do brilho e textura das missangas, a maior parte dos modelos destas malas não são para uso quotidiano, sendo mais indicadas para ocasiões especiais, já que, ao usá-las, os clientes ficam com um visual original. “Uma mala assim não pode deixar ninguém indiferente”, comentou a designer. Tanto mulheres como homens ou crianças usam as suas criações, já que “toda a gente gosta de coisas verdadeiramente bonitas” e que “chamam a atenção”, e talvez seja por isso também que Yuliia Privalova não tencione deixar de usar a mesma matéria prima, já que “existem muitas missangas bonitas feitas de diferentes materiais” e ainda tem “muitas ideias” para outros modelos. Quanto à possibilidade de trabalhar o mesmo material, mas aplicá-lo em outros objectos ou roupas, diz que é necessário considerar que o produto será pesado, mas que ainda assim gostaria de explorar peças de roupa como um top ou um casaco.

      A vontade de criar objectos bonitos vem desde a infância, em que apreciava fazer pequenos trabalhos manuais, sentando-se horas a fio a tecer pulseiras de missangas. A criativa recordou o dia em que reaproveitou uma mala que estava danificada, emendando-a com missangas. “Todos os meus amigos me perguntaram onde tinha comprado uma mala tão bonita”. Yuliia Privalova na altura tinha cerca de 14 anos. “Agora percebo que a minha primeira mala foi criada nessa altura”. Muitos anos mais tarde, esta habilidade esquecida voltou para a “assombrar”, brincou, voltando a desenvolver este trabalho à mão e começando primeiro a fazer malas para si, e depois para uma amiga.

      “O meu hobby gradualmente cresceu e tornou-se numa marca, com o nome inspirado no meu apelido”. Os objectos que cria agora em adulta continuam a ser veículo de uma vontade de expressar a individualidade e carácter da pessoa que os enverga, daí a importância para Yuliia Privalova de escolher o modelo, cor e materiais certos para uma pessoa específica, para que a bolsa “não seja apenas uma decoração, mas reflicta a individualidade de cada pessoa”.