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      InícioEconomiaConsumidores locais com confiança reduzida no desenvolvimento do mercado

      Consumidores locais com confiança reduzida no desenvolvimento do mercado

      A instabilidade do ambiente económico veio enfraquecer a confiança dos consumidores em Macau, avisa a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. O inquérito relativo ao Índice de Confiança dos Consumidores concluiu que os residentes têm “confiança insuficiente” em relação ao mercado, ao emprego e ao aumento do seu padrão de vida. O índice registado no primeiro trimestre encontra-se inferior à média, correspondente a 94 pontos de uma escala de 0 a 200.

      Um inquérito trimestral conduzido pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês) indica que os residentes estão menos confiantes em relação ao desenvolvimento da economia e do mercado laboral. Segundo a análise da instituição, o índice de confiança dos consumidores referente ao primeiro trimestre deste ano desceu 6,69 pontos, ou seja, 6,58%, para 94,97 pontos, contra 101,66 pontos no trimestre anterior, numa escala de avaliação de 0 a 200 pontos.

      “O índice de confiança dos consumidores de Macau e outros indicadores apresentaram uma tendência decrescente neste trimestre, sinalizando um enfraquecimento generalizado da confiança dos consumidores”, apontou o relatório divulgado pelo Instituto para Desenvolvimento Sustentável da MUST.

      “Esta tendência reflecte o impacto provocado por uma combinação de incertezas no ambiente económico, volatilidade do mercado, pressão sobre o emprego e pessimismo nas expectativas futuras”, acrescentou. Recorde-se que os resultados do inquérito revelaram também um decréscimo no trimestre anterior, em contraste com uma subida nos primeiros três trimestres do ano passado.

      O inquérito sobre o Índice de Confiança dos Consumidores é um indicador composto que quantifica a percepção dos consumidores sobre os pontos fortes e fracos da situação económica, sendo frequentemente utilizado como o indicador principal para prever as tendências económicas e de consumo. Neste trimestre foram recolhidos questionários respondidos por 829 residentes.

      Entre os seis subíndices integrados no estudo, o único subíndice que teve um aumento foi de ‘Nível de Preços’, com um valor de 86,03 pontos, tendo crescido 0,99% em relação ao trimestre anterior de 85,19 pontos, o que implica um ligeiro aumento da confiança dos consumidores na estabilidade dos preços.

      Por outro lado, o subíndice ‘Economia Local’ foi de 111,65 pontos, o que o que representa uma redução de 4,89% em relação ao trimestre anterior (117,39), indicando que “a confiança dos consumidores na economia local de Macau diminuiu, reflectindo a incerteza no ambiente económico ou o esperado abrandamento da economia”.

      Os subíndices de ‘Padrão de Vida’ e ‘Condições de Emprego’ situam-se em 93,61 pontos e 93.51 pontos, tendo registado uma diminuição de 5,12% e 8,4%, respectivamente, em relação ao quarto trimestre de 2023. O recuo desses dois indicadores traduz-se na quebra de confiança dos consumidores em manter ou melhorar o seu nível de vida actual, tanto como a confiança em encontrar ou manter o seu emprego.

      O relatório alerta ainda para o decréscimo nos subíndices ‘Investimentos em Acções’ em 6,35%, para 97,13 pontos, devido à menor confiança dos consumidores no retorno do investimento no mercado de acções por causa da volatilidade do mercado. Já na ‘Compra de Casa’, foi registada uma dedução de 14,61% para 87,88 pontos em relação ao trimestre anterior (102,92), sendo a descida mais significativa de todos os subíndices. “Esta variação notável reflecte uma queda significativa da confiança dos consumidores na compra de imóveis devido a uma combinação de factores negativos, incluindo os preços da habitação, as taxas de juro das hipotecas e as perspectivas para a economia”, observou.

      “No primeiro trimestre de 2024, o ambiente económico global tornou-se cada vez mais complexo e severo, com uma dinâmica de crescimento insuficiente na economia mundial. A economia do interior da China mantém uma tendência de recuperação, mas continua a enfrentar desafios como a falta de procura e as fracas expectativas da comunidade”, refere o relatório.