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      InícioSociedadeQuase 50 escolas em Macau implementam a educação inclusiva

      Quase 50 escolas em Macau implementam a educação inclusiva

      O número de estudantes com necessidades educativas especiais tem vindo a aumentar desde que há registo, tendo o dos alunos de educação inclusiva subido mais de quatro vezes numa década, para mais de dois mil no passado ano lectivo. As autoridades comprometeram-se a promover a implementação da educação inclusiva em mais escolas locais, revelando que há 47 escolas oficiais e particulares que estão a providenciar, neste ano lectivo, a educação inclusiva.

       

      A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) afirma que vai continuar a promover a implementação da educação inclusiva em mais escolas que possuam as condições necessárias, consoante as necessidades reais da sociedade. Segundo adiantou a DSEDJ, um total de 47 escolas oficiais e particulares implementaram, no lectivo de 2023/2024, a educação inclusiva.

      “Em simultâneo, através da divulgação do conceito de educação inclusiva através de visitas contínuas às escolas, no futuro planeamento de novos edifícios escolares, em conjugação com a optimização dos espaços e das instalações de hardware, promover-se-á, de acordo com as necessidades reais, a implementação da educação inclusiva nas escolas que reúnam as condições necessárias”, assumiu a DSEDJ, em resposta a uma interpelação escrita submetida pelo deputado Ma Io Fong.

      O organismo reiterou que o Governo presta “grande atenção” ao desenvolvimento da educação inclusiva e está atento ao desenvolvimento físico e mental e às necessidades de aprendizagem dos alunos sujeitos à educação inclusiva.

      De acordo com a Base de Dados das Crianças de Macau do Instituto de Acção Social, no ano lectivo de 2022/2023, registou-se um total de 2.381 alunos abrangidos, representando uma subida de 6,1% em relação ao ano lectivo anterior. Mais de metade dos alunos de educação inclusiva concentrou-se no ensino primário. O número de alunos de educação inclusiva mostra sempre uma tendência de aumento desde que há registo desde o ano lectivo 2000/2001. Verifica-se também um crescimento de 4,6 vezes desse número face ao registo de há dez anos, quando existiam 516 alunos abrangidos.

      Para além disso, registaram-se mais de três mil estudantes com necessidades educativas especiais no ano lectivo passado, incluindo 2.381 alunos abrangidos, 270 alunos que estão a frequentar turmas pequenas do ensino especial, e 678 de turmas de educação especial.

      Ao abrigo do regime do ensino especial, os alunos sujeitos à educação inclusiva são alunos avaliados como sendo dotados de uma inteligência dentro dos limites gerais e características de limitação física e psicológica, podendo frequentar turmas regulares mediante auxílio adequado. Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, tinha indicado que o aumento do número de alunos abrangidos deve-se principalmente à “maior sensibilização dos pais para a identificação dos problemas dos seus filhos” nos últimos anos.

      Na interpelação de Ma Io Fong, o deputado disse que há um “desenvolvimento desequilibrado” da educação inclusiva em Macau e os alunos necessitados não conseguem obter aconselhamento e apoio suficientes. “As autoridades devem prestar mais atenção ao problema da oferta e distribuição de recursos humanos”, sugeriu Ma, apontando ainda que o tempo necessário para a avaliação dos alunos sujeitos a educação inclusiva é “demasiado longo”, demorando cerca de um ano lectivo. Segundo o legislador, os alunos têm de passar por um período de observação e só depois é que podem solicitar uma avaliação oficial, e posteriormente devem esperar por uma avaliação e um relatório das autoridades.

      A DSEDJ, na sua resposta, reconheceu que o número de procura de serviços de avaliação das crianças relativos à aprendizagem subiu, dado o aumento da consciência dos encarregados de educação para o ensino especial. Nesse sentido, foram criados mais dois postos de atendimento do Centro de Apoio Psicopedagógico e Ensino Especial, de Veng Tim em 2021 e da Praça da Tranquilidade em 2022, ambos na zona Norte.

       

      FU HONG PEDE MAIS APOIO PARA AUTISTAS

       

      Assinalou-se ontem o Dia Mundial de Conscientização sobre Autismo e a Associação de Reabilitação Fu Hong referiu estar preocupada com a falta de tolerância da sociedade face às pessoas que têm autismo. Jacinta Chau, gerente de projectos da Fu Hong, referiu que o apoio da comunidade a portadores de autismo “continua a ser insuficiente”, nomeadamente no mercado de emprego. Citada pelo Jornal Ou Mun, a responsável notou ainda que a procura de serviços para crianças com atrasos de desenvolvimento continua a aumentar em Macau, incluindo para menores com autismo. Nesse sentido, espera que as autoridades publiquem dados estatísticos sobre as perturbações do espectro do autismo, de modo a que os prestadores de serviços possam acompanhar as necessidades e a situação real das pessoas autistas.

       

      ASSOCIAÇÃO DE AUTISMO COM MAIS PROCURA

       

      A Associação de Autismo de Macau recebeu este ano mais procura de ajuda profissional, sendo que o número de novos membros registados aumentou em 40 para 216 grupos, envolvendo mais de 600 pessoas. Entre estes, o utente mais jovem tem dois anos de idade. A directora da Associação, Esther Sun, disse ao canal chinês da Rádio Macau que, nos últimos anos, muitos pais tomaram a iniciativa de procurar ajuda junto de organizações profissionais. Esther Sun referiu ainda que os tipos de emprego ou cursos de formação oferecidos pelas concessionárias às pessoas autistas “são relativamente reduzidos”, sendo principalmente trabalhos de limpeza e de processamento de documentos. A directora sugeriu que o Governo promova o desenvolvimento diversificado das potencialidades artísticas das pessoas autistas.