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      InícioSociedadeAplicação de telemóvel para acompanhar idosos isolados será lançada neste ano

      Aplicação de telemóvel para acompanhar idosos isolados será lançada neste ano

      No quarto trimestre deste ano, será lançada uma aplicação de telemóvel para acompanhar idosos isolados. Segundo a apresentação do Instituto de Acção Social (IAS), a aplicação, de adesão voluntária, vai acompanhar as actividades diárias dos seniores e vai notificar as autoridades para verificar a sua situação se não for detectado movimento por parte de idosos durante um determinado tempo.

       

      O Instituto de Acção Social (IAS) vai lançar uma aplicação de telemóvel para acompanhar a segurança dos idosos isolados, com função de detectar as suas actividades quotidianas, nomeadamente o movimento diário, como o número de passos. O lançamento está previsto para o quarto trimestre deste ano e tem como objectivo reforçar a detecção de situações anormais e a intervenção das organizações, revelou Choi Sio Un, chefe de Departamento de Solidariedade Social do IAS.

      “Com o avanço da sociedade e o desenvolvimento tecnológico, nos serviços para idosos podemos ter modelos mais inovadores. Tendo como referência a marcha da caridade durante a pandemia, podemos usar o telemóvel para contar o número de passos”, indicou o responsável, explicando que a aplicação de telemóvel que o IAS está a desenvolver disponibiliza o envio de dados sobre o movimento dos idosos.

      “Quando o idoso não registar movimento durante um dia, ou num determinado período, a aplicação vai notificar a situação e vamos contactar a sua família ou fazer uma visita ao domicílio. E, caso não seja possível entrar em contacto com o idoso, vamos adoptar todas as medidas possíveis para confirmar a segurança do idoso”, sublinhou.

      Choi Sio Un, em declarações ao programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau, destacou que a adesão à aplicação será voluntária, sendo necessária uma declaração de consentimento e autorização prévia do utente idoso para que os serviços competentes possam ter acesso às informações relevantes.

      As autoridades estão agora a desenvolver a aplicação de telemóvel em causa, através da cooperação com as organizações de serviços comunitários. O IAS considera que o projecto é viável uma vez que “muitos idosos já estão a usar ‘smartphone’”, apontando que a aplicação será compatível com diversas marcas de telemóvel.

      O serviço deverá ser lançado no quarto trimestre e Choi Sio Un avançou que inicialmente será em formato de programa-piloto, provavelmente para os moradores da Residência para Idosos e utentes de serviços para idosos isolados. Só depois será alargado à participação de todos os idosos em Macau.

      A ideia de recorrer à nova tecnologia para acompanhamento dos idosos isolados já tinha sido falada pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura em resposta ao caso da morte de duas idosas em casa, que ficaram quase um ano sem serem descobertas. Nessa altura, Elsie Ao Ieong disse esperar que o problema de idosos isolados seja “completamente resolvido” através do meio tecnológico e coordenação interdepartamental no âmbito da partilha de dados para encontrar idosos isolados.

      No programa de rádio, Choi Sio Un citou a base de dados dos utentes dos serviços para idosos isolados e famílias com casais de idosos do IAS e adiantou que mais de 7.000 pessoas em Macau estão registadas como idosos isolados, das quais 80% têm filhos e 70% moram nos prédios com elevadores. “Portanto, se os membros da família forem visitar frequentemente ou os vizinhos prestarem mais atenção, isso vai ajudar a cuidar dos casos de idosos isolados”, afirmou o responsável, apontando que a família, a comunidade e as políticas são três elementos indispensáveis para o apoio aos idosos isolados.

      Choi Sio Un abordou ainda as dificuldades para o serviço de apoio comunitário chegar a esse grupo, sendo que os idosos podem ter precauções e ter menos confiança em relação a desconhecidos, “pelo que os nossos assistentes sociais têm de ser pacientes para estabelecer contactos com eles”.

      Já a representante do Complexo de Serviços de Apoio ao Cidadão Sénior “Retribuição” da Caritas, Chan Choi I, indicou que as principais razões para os casos de idosos isolados ficarem “escondidos” na sociedade são a falta de vida social, o menor contacto com os serviços comunitários e a menor participação em actividades, o facto de viverem em prédios velhos sem elevadores, as dificuldades na mobilidade e o facto de saírem menos para fazerem compras por razões financeiras.