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      InícioGrande ChinaEconomia da Ásia deve crescer 4,5% em 2024

      Economia da Ásia deve crescer 4,5% em 2024

      A economia asiática vai crescer cerca de 4,5% em 2024, continuando a ser o “maior contribuinte para o crescimento económico mundial”, segundo um relatório publicado ontem pelo Fórum de Boao, conhecido como o “Davos asiático”.

       

      O relatório anual sobre as perspectivas económicas e os progressos da integração da Ásia referiu que, apesar dos “vários desafios externos”, a economia asiática vai manter “uma taxa de crescimento relativamente elevada” graças ao consumo e a políticas fiscais pró-activas.

      O leste asiático deve registar um crescimento anual de 4,3%, o sul da Ásia de 5,8%, a Ásia Central de 4,3% e a Ásia Ocidental de 3,5%. “Em termos de paridade de poder de compra, a quota das economias asiáticas no PIB global aumentará de 48,5% para 49%, em 2024”, acrescentou.

      Embora o Fórum de Boao espere que as economias asiáticas invertam a tendência negativa em termos de comércio e investimento, graças a fatores como a integração regional, também fala de uma perspetiva “não particularmente otimista” para o emprego.

      Em especial, o relatório referiu que o “fraco” crescimento do emprego nas regiões do Leste e do Sul da Ásia significará que a taxa global de crescimento a nível continental será inferior à média mundial.

      O crescimento do rendimento “continua a enfrentar uma pressão significativa”, especialmente devido à situação no leste asiático, onde o número de horas trabalhadas continuará a ser 1,4% inferior ao de 2019.

      Esta situação, aliada a factores como o fraco crescimento da produtividade, torna “difícil alcançar um crescimento significativo dos níveis de rendimento na Ásia”, com algumas áreas a registarem mesmo declínios, embora as pressões inflacionistas “diminuam ainda mais” este ano.

      A conferência anual do Fórum Boao, conhecido como “Davos Asiático”, realiza-se esta semana na ilha chinesa de Hainan, numa altura em que a China regista uma quebra no investimento e nas transacções comerciais com o exterior. A conferência vai incluir painéis de discussão e mesas redondas com diretores executivos e representantes de multinacionais, segundo a agenda divulgada na página ‘online’ oficial do evento, que irá decorrer entre terça-feira e sexta-feira. O tema da conferência deste ano é “Ásia e o Mundo: Desafios Comuns, Responsabilidades Partilhadas”.

      Os painéis vão abranger temáticas como o investimento na Ásia, o aprofundamento da cooperação financeira asiática e os esforços para transformar a Ásia num centro de crescimento da economia mundial.

      Os tópicos vão centrar-se no aumento da confiança dos investidores, a melhoria do ecossistema de investimento, o aumento da atratividade para o investimento estrangeiro, o avanço da cooperação financeira na Ásia de forma a impulsionar a economia real, e o reforço da cooperação industrial e das cadeias de abastecimento entre as nações asiáticas, segundo a informação fornecida pela organização do fórum.

      A agenda do evento prevê também discussões sobre a Inteligência Artificial, o futuro dos veículos elétricos e a cooperação no âmbito da Iniciativa Faixa e Rota, o gigantesco projeto de infraestruturas que se tornou parte central da política externa da China.

      A ilha de Hainão, a anfitriã do fórum, anunciou em 2022 um plano para proibir a venda de todos os veículos movidos a combustível até 2030, tornando-se a primeira província da China a anunciar uma medida deste género.

      Dois em cada cinco veículos vendidos na China são eléctricos, representando estas vendas 60% do total mundial. De acordo com estimativas do banco suíço UBS, até 2030, três em cada cinco veículos novos vendidos na China serão alimentados por baterias e não por combustíveis fósseis.

      A dimensão do mercado chinês propiciou a ascensão de marcas locais, incluindo a BYD, NIO ou Xpeng, que ameaçam agora o ‘status quo’ de uma indústria dominada há décadas pelas construtoras alemãs, japonesas e norte-americanas.

      Ainda no evento, estão previstas palestras sobre a fragmentação no comércio global, as perspetivas geopolíticas e económicas globais, a chamada “Iniciativa de Segurança Global” na abordagem dos desafios de segurança e promoção da paz mundial, e a superação de obstáculos políticos para enfrentar a crise climática global.

      Proposta pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a “Iniciativa de Segurança Global” visa construir uma “arquitetura global e regional de segurança equilibrada, eficaz e sustentável”, ao “abandonar as teorias de segurança geopolíticas ocidentais”. Em particular, a proposta chinesa opõe-se ao uso de sanções no cenário internacional.

      A conferência decorre num período em que a China tenta injectar um novo ímpeto nas suas relações com o exterior, abaladas pelo encerramento das fronteiras, durante a pandemia da covid-19, e tensões regionais, incluindo com o Japão e os países do sudeste asiático. O deteriorar dos laços com os Estados Unidos e a Europa é outro aspeto que marca o momento político chinês.

      A China registou no ano passado o menor volume anual de Investimento Estrangeiro Directo (IED) desde a década de 1990, numa altura em que os países ocidentais apostam numa estratégia de redução de dependências económicas e comerciais face ao país. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau