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      InícioSociedadeEquipa de serviço psiquiátrico comunitário acompanhou 813 casos em sete anos

      Equipa de serviço psiquiátrico comunitário acompanhou 813 casos em sete anos

      Os Serviços de Saúde criaram uma equipa de serviço psiquiátrico comunitário em 2016. Até ao ano passado, essa equipa já prestou serviços a 813 casos, dos quais 182 eram casos ocultos que foram detectados na comunidade. Segundo as autoridades, os serviços psiquiátricos “já satisfazem as necessidades básicas actuais, obtendo bons resultados”. Recorde-se que, no ano passado, foram registadas, no total, 88 mortes por suicídio em Macau. Este é o valor mais alto da última década, pelo menos.

       

      A equipa de serviço psiquiátrico comunitário dos Serviços de Saúde, criada em 2016 com o objectivo de prestar serviços extensivos de psiquiatria a pessoas com doenças do foro psiquiátrico, acompanhou, até ao ano passado, um total de 813 casos, dos quais 182 ocultos que foram detectados na comunidade.

      A informação foi dada pelos Serviços de Saúde em resposta a uma interpelação escrita do deputado Nick Lei. Na resposta, assinada por Cheang Seng Ip, director substituto dos Serviços de Saúde, lê-se ainda que “os serviços relacionados já satisfazem as necessidades básicas actuais, obtendo bons resultados”.

      Recorde-se que, no ano passado, foram registadas 88 mortes por suicídio. Em comparação com 2022, houve um aumento de 10% e relativamente a 2021 o crescimento foi de 46%. Segundo os dados dos Serviços de Saúde dos últimos anos analisados pelo PONTO FINAL, o número de suicídios verificados no ano passado é o mais alto da última década, pelo menos.

      “Além disso, nos últimos anos, o IAS, através do aumento de subsídios para os trabalhadores de duas instituições de serviço social e do número de vagas de serviços, incentiva os mesmos a prestarem atenção e a detectarem os casos de doentes mentais ocultos na comunidade ou aqueles com necessidades, cooperando também com a psiquiatria dos Serviços de Saúde para proporcionar o serviço de convalescença individual e de integração social”, lê-se também na resposta dos Serviços de Saúde.

      Actualmente há serviços de cuidados de saúde mental na consulta externa de oito centros de saúde, sendo que o aconselhamento psicológico está disponível em duas instituições sem fins lucrativos subsidiadas. Por sua vez, foi também criado um mecanismo urgente destinado à comunicação e encaminhamento de casos. Em situações de emergência, os médicos especialistas em psiquiatria prestam serviço durante 24 horas no serviço de urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário.

      As autoridades salientaram também que tem havido um reforço da cooperação entre o hospital público e os centros de saúde, atribuindo competências específicas aos centros de saúde para apoiar o acompanhamento das pessoas com perturbações emocionais, tendo sido realizadas consultas médicas e discussão de casos nos três centros de saúde (Centro de Saúde da Areia Preta, Centro de Saúde de Praia do Manduco e Centro de Saúde de Seac Pai Van), em título experimental, “estando a ser acelerados os trabalhos de formação dos profissionais de saúde”.

      Na interpelação, o deputado Nick Lei dizia que, “com a ocorrência frequente de casos de suicídio e de tentativa de suicídio, os respectivos trabalhos e serviços devem ser reforçados”. “O Governo deve, através de estudos sobre a saúde mental dos residentes, inteirar-se do seu estado de saúde mental e rever as insuficiências dos serviços de apoio existentes, com vista à definição de trabalhos de optimização que melhor se adequem à realidade social”, salientou o deputado.