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      Crise das actividades comerciais nas zonas residenciais é mais grave do que durante a pandemia

      O sector comercial alertou para mais encerramentos de lojas nos bairros residenciais, sendo que o problema poderá ser “ainda mais grave” do que durante a pandemia. Sunny Ip, empresário e Federação Comercial de Shunde em Macau, indicou que o problema se deve à redução dos activos, da confiança e da vontade de consumir entre residentes. Além disso, a agência imobiliária Centaline diz que há mais lojas vazias nas zonas não turísticas, obrigando os proprietários a baixar as rendas.

       

      As actividades comerciais nas zonas residenciais estão em recessão e o rácio de encerramento entre as lojas poderá ser superior ao registado durante a pandemia, apontou Sunny Ip, presidente da Associação da União dos Fornecedores de Macau e da Federação Comercial de Shunde em Macau. O responsável notou que há cada vez mais estabelecimentos comerciais nos bairros residenciais que optaram por fechar e que a economia de Macau se encontra actualmente numa situação “bipolar”, em contraste com o desenvolvimento das zonas frequentadas por turistas.

      Sunny Ip, que falava à margem de uma recepção da Primavera da Federação Comercial de Shunde em Macau, alertou que a recuperação económica é “extremamente desequilibrada”. “A economia interna está distribuída de forma desigual, sobretudo entre diferentes distritos da cidade e diferentes indústrias, apesar de vários indicadores macroeconómicos mostrarem que a economia global de Macau está a recuperar fortemente”, disse, em declarações ao jornal Exmoo.

      “O sector do turismo tem vindo a crescer desde a reabertura das fronteiras, tendo regressado a 70% dos níveis de 2019. Todavia, existe uma grande lacuna na economia da comunidade devido à redução dos activos, da confiança e da vontade de consumir dos residentes”, explicou.

      O empresário destacou que o encerramento das lojas está a motivar a preocupação da sociedade, e prevê que a situação vai ser “aliviada” apenas depois de um eventual corte da taxa de juro nos Estados Unidos em Junho ou Julho, o que ajudará a restaurar a confiança dos consumidores.

      Além disso, Sunny Ip referiu que o mercado imobiliário de Hong Kong já demonstrou uma recuperação gradual e registou uma subida acentuada num período de tempo muito curto após o início das medidas de apoio ao mercado imobiliário da região vizinha. “Pelo contrário, se em Macau continuar a não haver mais medidas de incentivo ao mercado, é muito provável que surjam problemas económicos, sobretudo na cadeia de capital industrial e comercial, no sector bancário e no problema da líquida negativa”, realçou.

       

      MAIS LOJAS VAZIAS NA ZONA NORTE E NO FAI CHI KEI

       

      A agência imobiliária Centaline de Macau notou igualmente o aumento de lojas desocupadas nas zonas residenciais, onde a procura de consumo tem vindo a diminuir dada a facilitação da passagem fronteiriça com o interior da China. O fluxo nesses distritos é particularmente reduzido, sobretudo nos fins-de-semanas, revelou Jack Chong, director da Promoção do Investimento da Centaline, em declarações ao jornal Ou Mun.

      O responsável indicou que o negócio foi mais afectado nas zonas de Areia Preta, no Bairro de Iao Hon, no Fai Chi Kei e na Doca do Lam Mau. “Os inquilinos desistem do negócio sempre que o contrato de arrendamento da loja expira, optando por não renovar o contrato. É necessário mais tempo para encontrar novos inquilinos comerciais e a taxa de desocupação continua a aumentar”, sublinhou.

      De acordo com as estatísticas da Centaline, a taxa de desocupação na Zona Norte subiu de 1,02% de 2022 para 1,53% no final do ano passado, tendo descido ligeiramente para 1,48% no primeiro trimestre deste ano.

      Jack Chong adiantou que as rendas de lojas nos bairros residenciais diminuíram em média 30% em comparação com o período de pico das rendas, uma vez que “os proprietários começam a aceitar a nova situação do mercado e estão dispostos a reduzir as rendas para atrair os inquilinos”.