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      Zonas de jogo exclusivas para estrangeiros falham em atrair clientes, diz MGM Resorts

      As zonas exclusivas para jogadores estrangeiros nos casinos de Macau falham em atrair e conquistar os clientes, e o uso da tecnologia RFID é mais eficaz para acompanhar os apostadores do exterior, defende Bill Hornbuckle, CEO da MGM Resorts. O responsável disse que os jogadores “não gostam” de ser limitados a jogar numa determinada zona por criar a sensação de se “estar isolado”.

       

      Os jogadores estrangeiros que apostam nos casinos de Macau “não gostam” de ser colocados em quartos privados separados e “não querem ser isolados” nas zonas específicas para os mesmos, pelo que as zonas exclusivas para jogadores estrangeiros não estão a resultar como previsto no âmbito de atrair clientes do exterior. A posição foi tomada por Bill Hornbuckle, CEO da MGM Resorts, empresa-mãe da MGM China.

      O estabelecimento dessas zonas de jogo exclusivas foi proposto pelo Governo de Macau no final de 2022, após a revisão à lei do jogo que entrou em vigor em Junho do referido ano. O Executivo sugeriu às operadoras de jogo a criação de zonas que se dedicam aos jogadores fora da Grande China, usando fichas de jogo especiais, a fim de ajudar a determinar o montante das receitas de jogo geradas pelos titulares de passaportes estrangeiros. Por conseguinte, o Governo impõe uma redução ou isenção, em 5%, das contribuições provenientes das receitas brutas do jogo das concessionárias que conseguirem expandir o mercado de clientes de países estrangeiros.

      Citado pelo portal GGRAsia, Bill Hornbuckle, contudo, referiu que os clientes fora da área da Grande China simplesmente “não gostam de ser segregados e que lhes digam para onde ir”. Ao falar por ocasião da JP Morgan Gaming, Lodging, Restaurant & Leisure Management Access Forum, que teve lugar nos Estados Unidos na passada sexta-feira, Bill Hornbuckle revelou que a MGM China, em vez das zonas de jogo exclusivas, tem vindo a registar, desde 2016, a utilização da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para monitorizar a integridade monetária dos jogos.

      A tecnologia de RFID nas fichas de jogo é, segundo explicou, utilizada para verificar e monitorizar a aposta, localização e o valor das fichas de casino utilizadas nos jogos de mesa. Nesse sentido, o uso desta tecnologia serve também para identificar e rastrear as apostas feitas por jogadores estrangeiros.

      Bill Hornbuckle salientou que esta é a prática que “o Governo de Macau gostaria de ver expandida em relação ao tradicional mercado turístico da Grande China, ou seja, o continente chinês, Hong Kong e Taiwan”, por possibilitar a contagem de diferentes escalas de impostos.

      Destacando as vantagens de adoptar a tecnologia nos casinos, Bill Hornbuckle assinalou que “há uma série de benefícios em termos de contabilidade e finanças”, e “não há erros no jogo”, já que as operadoras de jogo “sabem exactamente onde colocar a mão de obra”.

      O CEO da MGM Resorts, também citado pelo portal Inside Asian Gaming, garantiu que a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) “apoia fortemente esta tecnologia”. “Eles gostam e adoram-na porque podem vê-la e compreendê-la”, afirmou.

      De acordo com um relatório recentemente publicado pelo banco de investimento Goldman Sachs, existem pelo menos mais três concessionárias que irão introduzir a tecnologia RFID para rastrear as suas fichas este ano, incluindo a Galaxy Entertainment Group, a Melco Resorts e a SJM Resorts.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau