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      InícioPolíticaCoutinho intrigado face à apatia dos jovens em relação à política local

      Coutinho intrigado face à apatia dos jovens em relação à política local

      José Pereira Coutinho quer explicações sobre o alheamento dos jovens de Macau em relação à participação nos assuntos cívicos e políticos da região, apesar dos esforços do Governo. Numa interpelação escrita enviada ao Governo, o deputado diz que este alheamento faz com que os jovens não se sintam representados na Assembleia Legislativa e pede medidas ao Governo para inverter a situação.

       

      Pereira Coutinho enviou uma interpelação escrita ao Governo acerca do desinteresse dos jovens nos assuntos cívicos e políticos da RAEM. Sublinhando que, ao longo da última década, já questionou por várias vezes o Governo sobre a situação, o deputado quer medidas para aproximar os jovens da vida política.

      Recorde-se que, nas últimas eleições para a Assembleia Legislativa (AL), em 2021, registou-se uma taxa de abstenção histórica em Macau, de mais de 57%. Na altura, quando questionada sobre a situação, a Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) justificou o facto com a epidemia e com o mau tempo que se registou durante a manhã do dia do sufrágio, mas foram vários os analistas que atribuíram a abstenção ao facto de terem sido desqualificados dezenas de candidatos, na sua maioria da ala democrata.

      “A taxa de recenseamento eleitoral dos mais jovens e de meia idade em Macau continua ainda muito baixa, pelo que se pergunta quais as principais razões da apatia dos jovens às questões cívicas e politicas, não obstante os elevados esforços efectuados pelas autoridades competentes quer educativas quer municipais na promoção e maior adesão dos jovens”, lê-se na interpelação do presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM).

      Coutinho dá como exemplo dos esforços das autoridades para aproximar os jovens dos assuntos políticos os “enormes recursos financeiros do erário público” gastos pelo Governo nomeadamente em publicações e revistas periódicas sobre assuntos cívicos e políticos e distribuídos gratuitamente a associações e entidades públicas e privadas, a difusão de programas através da rádio, televisão e jornais, a organização de milhares de concursos, debates, seminários, representações teatrais e concursos de perguntas e respostas.

      O deputado diz que este alheamento faz com que os jovens não se sintam representados: “Esta baixa participação dos jovens no recenseamento, participação cívica e política nos actos eleitorais da Assembleia Legislativa resulta em uma grande maioria deles não se sentir representada na Assembleia Legislativa e nos diversos órgãos consultivos criados pelo Governo resultando desinteresse na política”.

      “Assim, que medidas concretas e eficazes vai o Governo implementar para inverter a actual situação do desinteresse pelas questões cívicas e políticas nomeadamente?”, questiona o deputado, interrogando ainda: “Volvidos quase 25 anos de existência da RAEM, que medidas pragmáticas vão ser implementadas pelo Governo para aumentar o interesse dos jovens e os de meia idade, na sua grande maioria licenciados, mas que continuam desinteressados para com as causas públicas nomeadamente no recenseamento e participação política nos actos eleitorais da Assembleia Legislativa?”.