Edição do dia

Sexta-feira, 19 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
26.8 ° C
27.9 °
26.5 °
89 %
8.8kmh
40 %
Sex
28 °
Sáb
28 °
Dom
25 °
Seg
24 °
Ter
26 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaChina diz que repressão contra Tiktok é um tiro que vai sair...

      China diz que repressão contra Tiktok é um tiro que vai sair pela culatra aos EUA

      O Governo chinês afirmou que a “repressão” contra a aplicação de vídeos curtos TikTok nos Estados Unidos é um tiro de intimidação, que acabará por “sair pela culatra”.

       

      A reacção das autoridades chinesas surge numa altura em que a Câmara dos Representantes discute um projeto de lei que obrigaria a empresa chinesa ByteDance, proprietária do TikTok, a vedar a aplicação no espaço de 180 dias. Caso contrário a ‘app’ seria proibida nos EUA, onde afirma ter cerca de 150 milhões de utilizadores mensais ativos.

      Proibir a aplicação “vai minar a confiança dos investidores internacionais (…) o que acabará por fazer com que os Estados Unidos deem um tiro no próprio pé”, advertiu o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin, condenando a “intimidação” contra o TikTok.

      Em conferência de imprensa, o porta-voz acusou os EUA de adoptarem táticas de intimidação em vez de “competirem de forma justa” e de “nunca terem encontrado provas de que o TikTok ameaça a sua segurança nacional”. Wang afirmou que o comportamento dos EUA “perturba as operações comerciais normais, prejudica a confiança dos investidores internacionais no ambiente de investimento e destrói a ordem económica e comercial internacional”.

      De acordo com um relatório do Gabinete do Director da Inteligência Nacional dos EUA, o Governo chinês utilizou contas TikTok para prejudicar os candidatos dos partidos Democrata e Republicano durante as eleições de 2022, nas quais os Democratas se saíram melhor do que o esperado, mantendo o Senado e perdendo a Câmara por alguns lugares.

      O relatório também advertiu que Pequim poderá tentar influenciar as eleições de Novembro, nas quais o presidente democrata Joe Biden enfrentará novamente o ex-presidente republicano Donald Trump (2017-2021). Alguns críticos acusaram a Bytedance de ter ligações ao Partido Comunista Chinês (PCC), embora o TikTok negue tais alegações, dizendo que não censura conteúdos nem dá ao Governo chinês acesso aos seus dados.

      Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, criticou os EUA por continuarem com “táticas de repressão contra a China”, apesar do desanuviamento das relações entre as duas potências nos últimos meses.

       

      Casa Branca espera que Senado dê ‘luz verde’ a lei que pode proibir TikTok

       

      A presidência norte-americana acredita que o Senado dará ‘luz verde’ ao projeto de lei que pode levar à proibição da aplicação TikTok no país, depois de a iniciativa ter sido aprovada ontem na Câmara dos Representantes. “Estamos felizes por ver que este projeto de lei está a avançar. Esperamos que o Senado (câmara alta do Congresso) tome medidas rapidamente”, frisou Karine Jean-Pierre, porta-voz do executivo liderado por Joe Biden, durante uma conversa com jornalistas a bordo do avião presidencial.

      Karine Jean-Pierre destacou que a presidência norte-americana vê a legislação como uma medida necessária para enfrentar o risco colocado por “algumas tecnologias” que operam nos Estados Unidos e que colocam em perigo “as informações pessoais [dos cidadãos] e a segurança nacional” do país.

      O projecto foi aprovado na Câmara dos Representantes (câmara baixa) por 352 votos a favor e 65 contra – dos quais 15 votos foram republicanos e 50 democratas – e segue agora para votação no Senado. Se for aprovado na câmara alta do Congresso norte-americano, o projecto será ratificado pelo Presidente.

      O líder da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, instou o Senado a aprovar o projecto de lei para que Biden possa assiná-lo e transformá-lo em lei, mas o líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, não indicou se permitirá que a câmara alta proceda à votação em plenário.

      A rede social já alertou para o impacto que a eventual proibição da aplicação nos Estados Unidos terá nos milhões de utilizadores e na economia do país, nomeadamente em sete milhões de pequenas empresas.

       

       

      TikTok alerta para impacto económico com eventual proibição da aplicação nos EUA

       

      A rede social TikTok alertou para o impacto que a eventual proibição da aplicação nos Estados Unidos terá nos seus 170 milhões de utilizadores e na economia do país, nomeadamente em sete milhões de pequenas empresas.

      Em causa está a decisão tomada nos Estados Unidos, com a aprovação pela Câmara dos Representantes de um projeto de lei que poderá levar à proibição da aplicação TikTok no país caso os proprietários chineses não a vendam, com o argumento de que constitui uma possível ameaça à segurança nacional. “Este processo foi secreto e o projeto de lei foi aprovado por uma razão: é uma proibição. Esperamos que o Senado considere os factos, ouça os seus constituintes e compreenda o impacto na economia, em sete milhões de pequenas empresas e nos 170 milhões de americanos que utilizam o nosso serviço”, afirma fonte oficial do TikTok numa nota à Lusa. Lusa

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau