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      Banda Capitão Fausto e teatro português em Macau por ocasião do Festival de Artes

      Foi ontem revelado o programa completo da 34.ª edição do Festival de Artes do território. De Portugal vêm os Capitão Fausto e o espectáculo “Os Três Irmãos” pela companhia portuguesa Nome Próprio, a partir de um texto de Gonçalo M. Tavares. Este ano a actuação em patuá do grupo Dóci Papiaçam di Macau vai ainda dar destaque à coexistência de diversas culturas. 

       

      O Instituto Cultural (IC) revelou ontem o programa completo do 34.º Festival de Artes de Macau, depois de no início da semana já ter anunciado alguns nomes que virão ao território entre os dias 3 de Maio e 7 de Junho. A edição deste ano contou com um orçamento de quase 25 mil patacas, um valor semelhante às edições anteriores.

      Voltando pelo segundo ano consecutivo a poder acolher artistas internacionais, depois de outras edições com uma oferta mais limitada, o festival terá ao todo 19 programas, 80 sessões e ainda 23 actividades que farão parte do Festival Extra, que habitualmente complementa o certame. Estas incluem uma ronda de quatro projecções nos ecrãs de grandes produções internacionais.

      Pela primeira vez em Macau, a banda de música pop/rock portuguesa Capitão Fausto vem ao território para um programa intitulado “Concerto Sino Português”. O espectáculo de encerramento do festival no MGM Theatre no Cotai, a 7 de Junho, resulta de uma parceria da banda portuguesa com David Huang, que o IC descreve como sendo um “especialista na fusão de estilos musicais ocidentais e orientais”. O trabalho desenvolvido pelos músicos é, para a entidade organizadora, uma forma de dar “continuidade à tradição centenária de Macau de promover o contacto e a integração cultural sino-ocidental”. Também de Portugal vem o espectáculo de dança contemporânea “Os Três Irmãos” pela companhia portuguesa Nome Próprio, numa criação a partir de um texto de Gonçalo M. Tavares. No dia 18 de Maio, os três bailarinos no palco do pequeno auditório do Centro Cultural irão explorar as fricções e lutas entre irmãos, levando o público a examinar os sentimentos humanos, referiu o IC.

      Do Japão, virá “Frankenstein/ Criaturas”, numa parceria entre a companhia nipónica Theatre Moments e o grupo local Espaço para Agir, que subirá ao palco do teatro D. Pedro V a 11 e 12 de Maio. A peça em cantonense e japonês pretende transpor a temática explorada por Mary Shelley para o presente, questionando que papel terão as novas tecnologias na ciência, e na definição do que é uma “criatura” e a verdadeira “inteligência”.

      Também a nível local, o festival irá contar com a habitual prestação do grupo de teatro em patuá do grupo Dóci Papiaçam di Macau a 11 e 12 de Maio: “Chega uma Estrela (Unga Istrêla ta vem)” pretende dar destaque à coexistência de diversas culturas, referiu o IC.

      O artista plástico e de multimédia Bernardo Amorim, de Macau, também faz parte desta edição do festival, tendo criado um espectáculo multimédia com marionetas com o nome “Ao Teu Lado – Para sempre aqui contigo”, que a entidade organizadora diz possuir a capacidade de “acalmar os ânimos dos mais pequenos”.

      Ainda no âmbito dos públicos mais novos, “Impressões de Iec Long” pelo The Funny Old Tree Theatre Ensemble, recria a cena da explosão da sala de mistura de pólvora que ocorreu na Antiga Fábrica de Panchões Iec Long através de uma combinação de teatro, dança, andas de circo e marionetas de Quanzhou.

       

      Ópera chinesa contemporânea

       

      Na conferência de imprensa de ontem foram também revelados quatro programas de ópera chinesa que procuram reinventar a tradição cantonense. Combinando uma “requintada representação com modernas tecnologias”, o espectáculo “Sob a Árvore de Pagodes” pela Associação de Ópera Cantonense Zhen Hua Sing conta com a prestação do conceituado actor Chu Chan Wa e um elenco de actores locais numa reinterpretação contemporânea da “bela história de amor puro e imortal”.

      Numa adaptação da peça homónima escrita em 1952 por Eugène Ionesco, dramaturgo de teatro absurdo, A Ópera Kunqu Experimental irá apresentar “As Cadeiras”, recorrendo a técnicas minimalistas da ópera tradicional chinesa para interpretar a clássica peça absurda ocidental, revelou o IC. Ainda no campo da ópera chinesa, a produção de dança teatro ambiental “Disse Ela” irá explorar o tema da emancipação feminina no Albergue da Santa Casa da Misericórdia, combinando dança, canções de ópera cantonense e elementos da música chinesa e ocidental.

      Ainda dentro das novidades anunciadas na conferência de imprensa de ontem, o jardim do Mercado do Iao Hon irá durante três noites acolher mais uma “Mostra de Espectáculos ao Ar Livre” com grupos artísticos de Hong Kong, Mongólia Interior, Pingtung, Indonésia e Macau, com vista a “promover a arte na comunidade”, indicou o IC, recordando que também estará patente no Museu de Arte de Macau uma selecção de mais de 300 obras de arte dos museus de arte de Guangdong, Macau e Hong Kong de artistas locais e estrangeiros durante os séculos XVIII e XIX.

      Recorde-se que já tinham sido anunciados oito espectáculos do programa que este ano se centra no tema “Encontros Feéricos”, numa aposta em selecções de teatro, dança e artes circenses que reinventam clássicos da infância e outras obras incontornáveis. O espectáculo de abertura “O Livro da Selva reimaginado” do coreógrafo Akram Khan, cujo trabalho já foi apresentado em Macau, foi adaptado a partir do conhecido livro de Rudyard Kipling.

      A produção de teatro circense “Laguinho dos Patos”, por seu turno, é inspirada no bailado e composição “O Lago dos Cisnes” de Tchaikovsky, e no conto “O Patinho Feio” de Hans Christian Andersen. Esta será apresentada pela companhia australiana Circa Contemporary Circus, num regresso a Macau que promete ser “uma demonstração de técnicas circenses impressionantes”, partilhou o IC.

      O Ballet da Ópera de Lyon também vem ao território por ocasião do festival, trazendo uma versão contemporânea e “sobrenatural” de “A Bela Adormecida”. Em “A Fúria do Que Penso”, uma produção de Marie Brassard inspirada na breve vida da escritora Nelly Arcan, seis actores e uma bailarina interpretarão sete canções sobre a vida, ao passo que “Macbettu”, uma peça adaptada a partir da clássica tragédia de Shakespeare, conta com um elenco masculino possuidor de uma “fisicalidade marcial”.

      No Teatro Londoner será ainda apresentado um concerto da “super diva” Frances Yip com a Orquestra Chinesa de Macau, e também a Associação de Arte Teatral Dirks terá a seu cargo um espectáculo a partir da conhecida peça “Equus” de Peter Shaffer, intitulado “Anamnese n.º: XXXX”,  que o IC garante que irá  “estimular a reflexão do público”.

      Do grupo de espectáculos já previamente anunciados, também figurava a actuação “O Livrinho”, pelo Teatro Baj, da Polónia, que os organizadores dizem que irá abrir “as portas aos mais pequenos para um mundo de encantar através de um livro sem texto”.

      Os bilhetes para o 34.º Festival de Artes de Macau estarão à venda a partir das 10h de sábado, 23 de Março, na Bilheteira Online de Macau, através da plataforma online, por via telefónica e nos pontos de venda.

       

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau