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      Estaleiros Lai Chi Vun acolheram 20 mil curiosos sobre cultura naval de Macau

      O deputado Leong Sun Iok questionava os resultados de iniciativas de apoio à promoção da cultura da pesca em Macau. A dirigente dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água diz que se realizaram 66 passeios marítimos com 1.300 pessoas, e mais de 20 mil visitantes participaram em workshops e exposições sobre actividades navais e piscatórias nos Estaleiros de Lai Chi Vun.

       

      O “Plano de apoio financeiro às actividades referentes à promoção da cultura da pesca de Macau” lançado há um ano pela Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) foi criado com o intuito de patrocinar actividades sobre a cultura e história da pesca de Macau. Este plano seria feito em coordenação com a “comunidade de pescadores”, dando-se fundos de no máximo 710 mil patacas para que estas associações de pescadores pudessem criar “passeios marítimos a bordo de uma embarcação de pesca”.

      Para o deputado Leong Sun Iok, no entanto, tal iniciativa revelou-se insipiente. Em resposta a uma interpelação do representante da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), a directora dos Serviços de Assuntos Marítimos e Água (DSAMA), Wong Soi Man, disse que em um ano proporcionaram-se ao todo 66 passeios que contaram com a participação de 1.300 pessoas. Sobre a sugestão de aumentar o leque de ofertas deste tipo de actividades, a direcção prometeu ainda proceder ao estudo e optimização deste tipo de apoios financeiros.

      O representante da Federação das Associações dos Operários de Macau tinha na altura criticado as autoridades pela falta de envolvimento das associações locais do sector da pesca em espaços como os Estaleiros de Lai Chi Vun ou pontes-cais do Porto Interior, zonas historicamente ligadas à comunidade e cultura piscatória da cidade. Para o deputado, embora as propostas de dinamização destes espaços sejam sujeitas a “considerações comerciais” e pertinência dos projectos submetidos às concessionárias, é importante “considerar a possibilidade de promover a cooperação entre empresas e grupos comunitários como os de pescadores e os construtores navais, de modo a aprofundar o conteúdo da zona histórica”.

      Em resposta, Wong Soi Man argumentou que o Instituto Cultural (IC) e as seis concessionárias estão focados na revitalização de espaços como Estaleiros Navais de Lai Chi Vun e das Pontes-cais n.ºs 23 e 25, mas que estes projectos requerem uma coordenação entre “as políticas orientadoras do Governo e “empresas com experiência na exploração, concepção e introdução de elementos inovadores”, pesando ainda nesta equação a “adesão do mercado”. Citando como exemplo o caso dos estaleiros, a responsável frisou que desde a abertura deste espaço em Junho de 2023, já mais de 20 mil visitantes estiveram no local para participar em exposições temáticas, workshops e visitas guiadas que tinham todas como conteúdo a cultura de construção tradicional naval de Macau. Está prevista ainda a criação de espaços para exposições e espectáculos históricos no local, assim como salas de exposição sobre a história dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun e da indústria naval, avançou ainda a dirigente. A zona das Pontes-cais 23 e 25, como já foi também divulgado, irá ter “lojas com características culturais do porto de pesca” e espaços de lazer e à beira-mar.

      O deputado tinha questionado o andamento do mecanismo criado no ano passado que permite que as associações ou empresas desportivas e culturais da cidade enviem projectos por email para o Instituto Cultural (IC) que, em colaboração com o Instituto do Desporto (ID), depois os reencaminha para serem desenvolvidas pelas empresas de turismo e lazer integrado.

      Desde a sua implementação, foram encaminhados, até à presente data, 18 projectos para as respectivas empresas, incluindo 10 de artes e cultura, esclareceu a dirigente a Leong Sun Iok. Esta lembrou ainda que a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) tem um outro programa de apoio financeiro para passeios marítimos intitulado “Diversão na Orla Costeira”, que promove o turismo costeiro nas rotas marítimas ligadas à Ponte-cais da Barra e Ponte-cais de Coloane.