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      Festival de Artes traz de volta Akram Khan, Circa e Ballet da Ópera de Lyon

      O IC acaba de anunciar os oitos primeiros espectáculos do 34.º Festival de Artes, numa oferta de actuações que reinterpretam clássicos da infância como o “Livro da Selva”, “A Bela Adormecida” ou o “Patinho Feio”. O coreógrafo Akram Khan, a companhia australiana Circa e o Ballet da Ópera de Lyon voltam à cidade depois de sucessos anteriores.

       

      Os oito primeiros espectáculos do 34.º Festival de Artes de Macau (FAM) acabaram de ser revelados pelo Instituto Cultural (IC), numa aposta que vem corresponder a uma necessidade crescente de ofertas culturais para públicos de todas as idades. Segundo a organização do certame, que este ano decorre entre 3 de Maio e 7 de Junho, o programa tem o tema “Encontros Feéricos”, encontros esses que implicam reinterpretações de clássicos com “abordagens inovadoras para criar encontros artísticos mirabolantes com o público”.

      O espectáculo de abertura do festival, “O Livro da Selva reimaginado”, como o nome indica, inspira-se no livro de Rudyard Kipling, e pega nas aventuras da conhecida personagem Mowgli na selva, mas transpondo o contexto para um cenário urbano em que Mowgli é uma “refugiada climática”, partilhou o IC em nota. A criação é da autoria de Akram Khan, um dos maiores nomes da coreografia contemporânea que regressa à cidade depois do espectáculo “DESH” no Centro Cultural de Macau (CCM) há uma década. “Envolvente, bela e vital”, a peça para maiores de oito anos “aborda a necessidade intrinsecamente humana de pertença e união”, indicou o programa do IC, sublinhando ainda “a importância da ligação à natureza”.

      A 17 e 18 de Maio, a companhia australiana Circa regressa a Macau com “Laguinho dos Patos”, depois de cá ter trazido “O Carnaval dos Animais” em 2016. Conhecida por transpor os limites da arte circense, a companhia regressa agora com mais um “arrojado e hilariante” espectáculo, partilhou o IC, numa fusão “salpicante” entre “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, e no conto “O Patinho Feio”, de Hans Christian Andersen. Combinando “proezas aéreas, piruetas e saltos fantásticos”, a produção de “penas flutuantes” é uma “imperdível experiência circense para toda a família”, promete o IC.

      Ainda no contexto das ofertas culturais para públicos mais novos, o grupo de Teatro Baj, da Polónia, trás à cidade “O Livrinho”, um espectáculo para crianças dos 6 meses aos 3 anos de idade, “abrindo-lhes a porta para um mundo de encantar através de um livro sem texto”.

       

      BELA ADORMECIDA DE OLHOS ABERTOS

       

      Numa actuação em que se garante que o público permanecerá de “olhos bem abertos”, “A Bela Adormecida” pelo Ballet da Ópera de Lyon vai no último fim de semana de Maio ser apresentada no grande auditório do CCM. A adaptação contemporânea do clássico de ballet e icónica partitura de Tchaikovsky foi concebida pelo coreógrafo espanhol Marcos Morau, fundindo “ilusão e realidade” com personagens etéreas que são transpostas para “o tempo presente”. O Ballet da Ópera de Lyon está de volta 19 anos após a última visita, recordou ainda o mesmo comunicado.

      Outro espectáculo inspirado numa obra canónica, “Macbettu”, a partir da tragédia clássica de Shakespeare, vai nos dias 25 e 26 de Maio ser interpretado pelo Teatro Sardenha, numa versão em sardo e com apenas homens bailarinos em palco. Uma “reflexão lúcida e apaixonante sobre o desespero moral humano”, o espectáculo que não é indicado “para os corações mais frágeis”, e será “esparsamente povoado por rochas, poeira, ferro e sangue, cruzado pela fisicalidade marcial dos actores”. Ainda na área do teatro e dança contemporânea, o festival contará com “A Fúria do Que Penso” pelo grupo Infrarouge da encenadora canadiana Marie Brassard, numa produção inspirada a partir da vida da escritora Nelly Arcan, fundindo “textos poderosos de Arcan em canções da vida que expressam a vulnerabilidade da natureza humana”.

      Quanto a actuações de grupos locais, destaque também para “Anamnese n.º: XXXX”, uma peça pela Associação de Arte Teatral Dirks recriada a partir de “Equus”, a obra aclamada do dramaturgo britânico Peter Shaffer.  A actuação de teatro em cantonense, que o IC refere conter “conteúdo para adultos e nudez”, integra projecção de vídeo em tempo real. Já a Orquestra Chinesa de Macau irá aliar-se a Frances Yip, conhecida cantora que irá “regalar os aficionados da música com os seus comoventes clássicos”, assegura o IC. O restante programa do 34.º FAM irá ser posteriormente anunciado na página electrónica do festival e outras plataformas de redes sociais, indicou ainda o IC.