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      Subida de casos de sarampo nas regiões vizinhas leva autoridades a apelar à vacinação

      Depois de terem sido registados casos de sarampo em Hong Kong e Taiwan, e de Macau se localizar numa região onde a taxa de incidência é relativamente alta, os Serviços de Saúde vieram lançar o apelo para que a população local se imunize contra a doença.

       

      Os Serviços de Saúde (SSM) vieram publicamente apelar a que os residentes que ainda não tenham sido vacinados contra o sarampo, que o façam “com a maior brevidade possível”. O alerta surge devido à subida de casos nas regiões vizinhas, apesar de em Macau não se registarem casos de sarampo há já vários anos e a cidade ter sido classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma zona onde o sarampo foi eliminado. Contudo, como referiram as autoridades, têm sido registados recentemente casos locais de sarampo em Hong Kong e Taiwan, para além de que, actualmente, em países vizinhos como a Malásia, Filipinas, Nova Zelândia, Austrália, Singapura ou o Vietname a taxa de incidência do sarampo é relativamente alta.

      De acordo com as informações da OMS, nos últimos anos, aliás, a taxa de vacinação contra o sarampo no mundo tem apresentado uma tendência de descida devido à pandemia da Covid-19, registando-se um aumento dos casos de infecção pelo vírus de sarampo após a reinício da circulação normal de pessoas em todo o mundo.

      “Como Macau é uma cidade turística internacional”, argumentaram os SSM, que recebe diariamente um grande número de turistas, “as pessoas que trabalham nos sectores do turismo e de serviços são grupos de alto risco da infecção”. Foi esta combinação de factores que levou a que se reforçasse as medidas de prevenção de contágio do sarampo. Os SSM frisaram que a doença é “altamente contagiosa, transmitida principalmente através de gotículas de saliva expelidas, podendo, todavia, ainda ser transmitida por contacto directo com as secreções orais e nasais e os objectos contaminados de doentes”.

      Nesse sentido, as autoridades apelam também que se preste atenção à “cortesia do tracto respiratório”, reiterando que o modo de prevenção mais eficaz é o da imunização contra o sarampo através da vacina MMR, que também previne a rubéola (também conhecida como sarampo alemão) e a parotidite.

      O sarampo é uma doença auto-limitada, sendo a maioria dos sintomas considerados ligeiros e sem tratamento específico. No entanto, a infecção de sarampo nas crianças pode causar complicações como otite média, encefalite e pneumonia, e em casos mais graves, pode causar deficiência auditiva, deficiência intelectual e até morte. Os principais sintomas são febre superior a 38ºC, mancha bucal (‘Koplik spot’), exantema manuculopapular generalizado, conjuntivite, tosse e corrimento nasal.

      Os residentes que queiram receber a imunização podem recorrer ao centro de saúde da sua área residencial, indicaram os SSM, esclarecendo que os menores de 18 anos devem ser totalmente imunizados com pelo menos duas doses de vacina contra o sarampo após o primeiro aniversário, com a primeira dose a ser administrada com um ano, e a segunda dose aos 18 meses de idade.

      As autoridades recomendam aos pais evitar viajar com crianças não totalmente imunizadas. Quanto aos adultos nascidos depois do ano de 1970 que não tenham contraído sarampo nem tenham sido vacinados, e que trabalham em creches ou cuidam de bebés e crianças, devem administrar uma dose. Os profissionais de saúde pertencem ao grupo de alto risco, e como tal recomenda-se a administração de duas doses a estes indivíduos, referiram ainda as autoridades.