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      Grupo de transportes públicos quer reforma da rede de autocarros públicos

       Um grupo de acompanhamento de transportes públicos sugeriu às autoridades que reordenem, como plano piloto, o trânsito na zona da Taipa Velha. Foi proposto assim expandir o Terminal Chun Su Mei, criando um centro modal de transportes que permite o embarque e desembarque de autocarros e táxis. Ron Lam, membro do grupo e também deputado, criticou a atitude passiva do Governo na resolução da baixa eficácia e sobreposição das carreiras.

       

      Macau está a precisar de uma reforma aprofundada das carreiras dos autocarros públicos, defendeu o Grupo de Acompanhamento do Transporte Público, na esperança de resolver o problema crónico de congestionamento. O grupo solicitou resolver, como prioridade, o caos do tráfego na zona da Taipa Velha, onde fica a Rua do Cunha, uma das atracções turísticas mais populares de Macau, e depois implementar medidas para aliviar o trânsito na Zona Central da cidade, no Porto Interior, Patane.

      Numa conferência de imprensa realizada ontem, o grupo apresentou a sua proposta de construção de um Centro Modal de Transportes de Chun Su Mei, através das obras de expansão do Terminal de Autocarros Chun Su Mei, que se situa junto ao Largo dos Bombeiros e Rua do Delegado, na Taipa. Segundo o plano proposto, o Centro Modal de Transportes integra serviços de autocarros públicos, táxis e autocarros turísticos.

      Formado pela Associação da Sinergia de Macau e pessoas que há muito se preocupam com os problemas de transportes públicos de Macau, o Grupo de Acompanhamento do Transporte Público lembrou que ao lado do Terminal Chun Su Mei existe actualmente um grande terreno não-aproveitado que pode ser usado para essa finalidade.

      O grupo alertou que as ruas rodoviárias nessa zona “estão sobrecarregadas” com o enorme aumento do número de visitantes durante os feriados. Sugeriu, além disso, construir uma passagem superior que ligue o Jardim da Cidade das Flores e o Centro Modal de Transportes de Chun Su Mei.

      Ron Lam, vice-presidente da Associação e deputado, lamentou na ocasião que o Governo não tivesse resolvido o problema de forma sistemática. “Não aumentou a eficácia do serviço de autocarros públicos, não é uma rede razoável”, criticou.

      O antigo vogal do Conselho do Planeamento Urbanístico indicou que as autoridades esforçaram-se para actualizar a rede de autocarros e acrescentar mais carreiras nos últimos vinte anos, no entanto, a rede ficou “mais complicada”, com carreiras “tortuosas e pouco lineares” que “sobrepõem” muito. “O Governo já reconheceu o problema, tendo levantado a questão no anterior Planeamento Geral do Trânsito e Transportes Terrestres de Macau de reorganizar as carreiras. Só que nunca tomam acções para fazer consulta e melhoria”, apontou.

      Segundo a apresentação do grupo, Macau dispõe actualmente de 93 carreiras de autocarros, com um número médio diário de passageiros de 587 mil pessoas registado no ano passado, 95% do nível de 2019 de 627 mil passageiros por dia. As carreiras 21A e 26 têm o maior número de paragens, com 76 paragens e 75 paragens, respectivamente.

      O presidente da Associação, Ian Heng Ut, referiu que há demasiadas carreiras de autocarro que param na mesma paragem ao mesmo tempo, e o espaço de espera nas paragens de autocarros é sempre limitado, sobretudo na Avenida de Almeida Ribeiro e no Patane.

      O grupo notou, por outro lado, que os turistas podem não estar familiarizados com os métodos de pagamento nos autocarros de Macau, o que resulta num embarque de passageiros moroso. Pediu, assim, para se acelerar a adopção de um sistema de pagamento electrónico nos autocarros que seja compatível com a forma de pagamento internacional e do interior da China.

      Deixando também críticas à implementação de muitas medidas temporárias no tráfego pelas autoridades, o grupo disse que isso não resolve o problema do congestionamento dos autocarros a longo prazo. “A mudança súbita das rotas dos autocarros não só causará incómodo aos residentes, como também confusão aos turistas. A organização caótica dos transportes públicos em Macau pode mesmo afectar a imagem de Macau como destino turístico internacional”, alertou.