Edição do dia

Sábado, 20 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
27.9 ° C
28.9 °
27.9 °
83 %
4.6kmh
40 %
Sáb
28 °
Dom
27 °
Seg
24 °
Ter
24 °
Qua
25 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioPolíticaPSD Macau rejeita falar à imprensa por receio de lesar segurança nacional

      PSD Macau rejeita falar à imprensa por receio de lesar segurança nacional

      A secção de Macau do Partido Social Democrata (PSD) recusa prestar declarações aos órgãos de comunicação social locais. Ao PONTO FINAL, António Bessa Almeida, director de campanha do PSD em Macau, justificou a posição dizendo que a secção não comenta assuntos relacionados com a Assembleia da República portuguesa “devido ao artigo 23.º da Lei Básica de Macau, em conjugação com a segurança nacional”.

      O PONTO FINAL tentou obter esclarecimentos adicionais junto dos órgãos nacionais do PSD, mas, até ao fecho da edição, não teve resposta.

      Ora, este artigo 23.º da Lei Básica fala no dever que a RAEM tem de “produzir, por si própria, leis que proíbam qualquer acto de traição à pátria, de secessão, de sedição, de subversão contra o Governo Popular Central e de subtracção de segredos do Estado, leis que proíbam organizações ou associações políticas estrangeiras de exercerem actividades políticas na Região Administrativa Especial de Macau, e leis que proíbam organizações ou associações políticas da região de estabelecerem laços com organizações ou associações políticas estrangeiras”. A RAEM tem em vigor, desde Maio de 2023, uma nova lei de segurança nacional.

      Bessa Almeida publicou no Facebook, na passada sexta-feira, uma nota que afirmava: “Não pretendemos responder às questões que nos colocam localmente. Pretendemos, sim, alertar, unir e construir Portugal”.

      Apesar desta posição assumida agora, no dia 21 de Fevereiro, o PSD Macau publicou na sua página no Facebook um comunicado tecendo duras críticas à governação do Partido Socialista (PS) ao longo dos últimos anos, nomeadamente no que se refere à RAEM. Anteriormente, a secção de Macau do PS tinha alertado para uma mensagem que circulava, alegadamente enviada pela Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), que pedia aos eleitores que votassem na Aliança Democrática (AD). A AD é a força política composta pelo Partido Social Democrata (PPD/PSD), pelo CDS – Partido Popular (CDS–PP) e pelo Partido Popular Monárquico (PPM) que vai concorrer às eleições legislativas que vão realizar-se em Portugal no dia 10 de Março.