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      InícioGrande ChinaFormosa critica vice-presidente de partido da oposição por críticas na China

      Formosa critica vice-presidente de partido da oposição por críticas na China

      O governo de Taiwan criticou o vice-presidente do partido da oposição Kuomintang (KMT), Andrew Hsia, pelas críticas que fez depois de se ter encontrado com um alto funcionário do Partido Comunista Chinês (PCC) em Xangai. O vice-presidente do principal partido da oposição da ilha reuniu-se na quinta-feira com o chefe do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Comité Central do PCC, Song Tao, que criticou duramente o governo da ilha pela morte de dois pescadores chineses após uma perseguição da Guarda Costeira de Taiwan perto das ilhas Kinmen.

      Hsia apresentou as suas condolências às famílias das vítimas em nome do KMT e instou o governo do Partido Democrático Progressista (DPP), actualmente no poder em Taiwan, a “descobrir a verdade” sobre o incidente “o mais rapidamente possível”.

      Em resposta, o primeiro-ministro da ilha, Chen Chien-jen, afirmou que as declarações de Hsia eram “desconcertantes” e “injustas” para os oficiais da Guarda Costeira de Taiwan, que aplicaram a lei “de acordo com as práticas internacionais”. “A declaração de Hsia não é apropriada”, disse Chen, acrescentando que ambas as partes devem adoptar uma “abordagem pragmática” e sem “difamação” no tratamento deste caso.

      Numa declaração publicada na sua conta oficial no Facebook, o DPP sublinhou que Hsia “deve defender” os oficiais da Guarda Costeira de Taiwan, em vez de cair “repetidamente” na retórica do Departamento de Trabalho da Frente Unida, uma entidade que procura agrupar as forças que apoiam o PCC dentro e fora da China. “Se o KMT é verdadeiramente de Taiwan, deve defender os direitos e os interesses do pessoal da Guarda Costeira e dos pescadores, e não concordar com a China”, lê-se no comunicado.

      O encontro entre Hsia e Song teve lugar num contexto particularmente controverso na zona das ilhas Kinmen, um arquipélago controlado por Taiwan situado a poucos quilómetros da cidade chinesa de Xiamen, no sudeste do país. Estas ilhas têm sido objecto de múltiplos diferendos entre a China e Taiwan ao longo das décadas, com destaque para o bombardeamento maciço em 1958, quando os militares chineses abriram fogo sobre o arquipélago no contexto da segunda crise do Estreito de Taiwan.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau