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      InícioGrande ChinaChina diz que indústria transformadora contraiu, mas leitura privada mostra aumento

      China diz que indústria transformadora contraiu, mas leitura privada mostra aumento

      A actividade da indústria transformadora da China abrandou em Fevereiro, indicam dados do Governo chinês, enquanto uma outra leitura divulgada pelo jornal privado Caixin mostrou um aumento.

       

      O Gabinete Nacional de Estatística (GNE) chinês indicou que o Índice de Gestores de Compras (PMI, o indicador de referência do sector) contraiu de 49,2 pontos, em Janeiro, para 49,1 pontos, enquanto a leitura difundida pela Caixin – produzida pela empresa britânica IHS Markit e uma referência para muitos investidores internacionais – não só não seguiu esta tendência como acelerou de 50,8 para 50,9 pontos.

      Neste indicador, uma marca acima do limiar dos 50 pontos representa um crescimento da atividade do sector em relação ao mês anterior, enquanto uma marca abaixo representa uma contração.

      O estatístico do GNE Zhao Qinghe atribuiu a queda da actividade ao feriado do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, quando a indústria transformadora “se encontrava na sua tradicional época baixa”, com os trabalhadores a regressarem a casa para reunir com as famílias.

      Os indicadores do GNE e da Caixin parecem ter-se dissociado nos últimos meses: enquanto o indicador oficial assinala o quinto mês consecutivo de contração, a leitura privada aponta para um quarto mês consecutivo de crescimento.

      O economista do Caixin Wang Zhe afirmou que esta série “é a primeira desde o segundo semestre de 2021 e indica uma recuperação económica geral”. O especialista atribuiu os dados positivos a “uma expansão sustentada da oferta e da procura que resultou num aumento das compras e dos inventários de matérias-primas, bem como num maior otimismo”.

      Wang alertou para a contração do mercado de trabalho e para as pressões deflacionistas, e disse que a economia “ainda enfrenta ventos contrários e incertezas”, citando como exemplos um aumento das encomendas mais lento do que o esperado, a moderação dos preços de produção e de venda e uma procura externa “insuficiente”.

      Zichun Huang, analista da consultora Capital Economics, considerou que “faz sentido calcular a média dos dois PMI para avaliar o estado do setor”, sublinhando que os indicadores baseados em inquéritos “deram recentemente uma imagem pior do que os dados em bruto”, pelo que apontou para uma “recuperação económica a curto prazo graças às medidas de apoio”, embora esta recuperação possa ser de curta duração devido a problemas estruturais.

      O GNE também divulgou o PMI dos sectores dos serviços e da construção, que se situou em 51,4 em Fevereiro, 0,7 acima do valor de Janeiro e 0,6 acima das expectativas dos analistas.

      Enquanto a atividade da construção caiu de 53,9 para 53,5 pontos, o sector dos serviços recuperou de 50,1 para 51 pontos, o que Zhao voltou a atribuir ao impacto do Ano Novo Lunar, neste caso nas viagens e no consumo.

      O PMI composto, que combina o desempenho das indústrias transformadoras e não transformadoras, manteve-se inalterado em 50,9 pontos. Lusa

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau