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      Zona pedonal na Vila da Taipa deveria ser adoptada de forma permanente, defende Pamela Chan

      Depois do sucesso da criação de uma zona pedonal na Taipa nos feriados do Ano Novo Lunar, Pamela Chan, directora da empresa “Taipa Village Destination”, defende que a medida devia tornar-se regular. A vila da Taipa, lembra, há muito que acolhe enchentes de visitantes que não conseguem circular de forma segura nos passeios estreitos da Rua Correia da Silva.

       

      Fazendo o saldo do período do Ano Novo Chinês, Pamela Chan, da Taipa Village Destination, empresa que dinamiza a restauração e outros espaços na vila da Taipa, falou numa média diária de 50 mil visitantes. Estes valores, referiu em nota, ultrapassaram todas a expectativas, tendo a afluência de pessoas quase duplicado, comparando com anos anteriores à pandemia. Esta tendência do mercado de turismo, aponta, é a prova de que aquela zona histórica se “consolidou de forma firme” como um dos principais destinos turísticos de Macau, e com um afluxo de visitantes que só terá tendência a continuar a aumentar. A directora-geral da empresa, que foi pioneira na regeneração da zona há duas décadas, diz-se satisfeita com o sucesso da iniciativa das autoridades.

      Recorde-se que este ano se optou, pela primeira vez, por criar uma zona pedonal temporária naquela zona durante os feriados do Ano Novo Lunar, com o trânsito cortado em várias artérias, entre elas a Rua Correia da Silva, o principal eixo da Taipa velha. A estratégia de fazer daquela rua uma zona pedonal, nas palavras de Pamela Chan, conduziu a que o ambiente fosse “muito mais agradável, melhorando a experiência geral dos visitantes”, comentou. Para a responsável, contudo, mais relevante ainda é a questão da segurança dos transeuntes, e para si, este foi o maior contributo da iniciativa da zona pedonal. “O mais importante foi ter-se aumentado a segurança tanto dos turistas como dos residentes”, afirmou, lançando um apelo para que a medida seja adoptada de forma permanente, à semelhança do que se pratica em outros locais turísticos no mundo. “Incentivamos agora as autoridades de Macau a implementar medidas pedonais permanentes na zona, como tantos outros locais com património em todo o mundo têm feito com grande sucesso”.

      É que para Pamela Chan, esta enorme afluência de visitantes àquela zona da cidade já não é algo que apenas se verifique nos períodos festivos, e já não é seguro continuar a deixar que o trânsito circule na Rua Correia da Silva. Com os níveis de visitação à vila da Taipa a atingirem máximos históricos, e com probabilidade de aumentarem ainda mais, mesmo fora dos períodos de férias, a principal artéria de tráfego da zona, a Rua Correia da Silva, deixou de conseguir funcionar de forma eficaz como via aberta ao trânsito, alertou. Isto acontece sobretudo “devido à sua perigosa estreiteza e aos passeios, que já não têm capacidade para acolher o crescente tráfego pedonal na zona”, explicou.

      Recentemente, Iun Ioc Va, director da Associação Industrial e Comercial das Ilhas de Macau, comentou que muitos comerciantes da zona defendem a extensão do programa pedonal, mas que para que tal aconteça, primeiro tem de se considerar os pontos de vista das diferentes partes interessadas. Davis Fong, professor associado da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau, na mesma reportagem acrescentou que a ideia tem potencial de ser concretizada, uma vez que nas imediações da Rua Correia da Silva não existem edifícios de grandes dimensões, e como tal, a medida não iria afectar a vida de muitos residentes.