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      InícioSociedadeSecção do PSD em Macau lança duras críticas ao PS

      Secção do PSD em Macau lança duras críticas ao PS

      A secção do Partido Social Democrata (PSD) em Macau e Hong Kong lançou ontem críticas à actuação do Governo do Partido Socialista (PS) ao longo dos últimos anos, nomeadamente no que se refere à RAEM.

      “Os oito anos que passaram foram de uma indiscritível destruição da credibilidade e confiança de Portugal a nível interno e externo, da devastação das oportunidades para colocar Portugal num rumo de verdadeiro crescimento, desenvolvimento humano e das suas infra-estruturas para além da supina marginalização das comunidades portuguesas no mundo pelo Governo de Portugal e de forma mais gritante em Macau”, lê-se num comunicado divulgado ontem e assinado por António Bessa Almeida, director de campanha da secção do PSD na região.

      Os social-democratas acusam o PS de, ao longo dos últimos oito anos, ter colocado “militantes e ‘boys’ socialistas” em “praticamente todas as instituições directa ou indirectamente sob alçada do Estado português na China”, dando os exemplos do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e do universo da Fundação e Escola Portuguesa de Macau (EPM).

      No comunicado, o PSD aproveita para repudiar “qualquer tipo de discriminação das instituições do Estado para com os portugueses locais ou especial favorecimento aos portugueses expatriados ou de origem europeia, gerando sensação de tratamento de portugueses de primeira e de segunda”.

      Além disso, “o Governo socialista não autorizou a actualização da meia pensão em 2023 aos aposentados da Caixa Geral de Aposentações que vivem no estrangeiro e que afectou na maioria os portugueses de Macau e depois seguido dos portugueses de Timor-Leste”, assinala o PSD, acrescentando que “todos estes exemplos são imperdoáveis”.

      Os social-democratas acusam ainda o PS em Macau de se servir “de certas associações e imprensa locais financiadas pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau para fins de campanha, propaganda ou processos eleitorais internos da secção do PS e para combate e jogo político na maioria das vezes visando o PPD/PSD, imiscuindo-se assim na política interna portuguesa”. Recorde-se que anteriormente a secção do PS de Macau tinha acusado a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) de se imiscuir na política interna portuguesa por, alegadamente, ter posto a circular uma mensagem em que instrui os eleitores para votarem na Aliança Democrática (AD), coligação da qual faz parte o PSD, nas eleições legislativas portuguesas que acontecem a 10 de Março.

      “Vamos ter a partir de hoje e pelos próximos dias a oportunidade para escolher um novo governo liderado pelo PPD/PSD e com isto dar um novo rumo condigno a Portugal e às comunidades portuguesas, recordando ainda que quem chefia as missões diplomáticas de Portugal na China não são nem políticos, nem donos de quintais mas tão somente servidores do Estado,”, lê-se ainda no comunicado do PSD.