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      InícioCulturaIC e Galaxy divulgam programa de Festival Internacional de Curtas Metragens

      IC e Galaxy divulgam programa de Festival Internacional de Curtas Metragens

      Entre os dias 23 e 29 de Março, a Galaxy vai receber o Festival Internacional de Curtas Metragens co-organizado pela concessionária e pelo Instituto Cultural. A presidente Leong Wai Man diz que o outro festival de curtas-metragens de Macau, que é organizado desde 2010 pela Creative Macau, não está em risco, e que iniciativas de associações locais são sempre “úteis”.

       

      Com um orçamento de cerca de 9,4 milhões de patacas e envolvendo um prémio monetário de 40 mil patacas ao vencedor da competição “Melhores Curtas de Macau”, o Festival Internacional de Curtas-Metragens de Macau vai decorrer entre os dias 23 e 29 de Março nos cinemas e Centro de Convenções da Galaxy Entertainment. Ontem, os detalhes do programa do festival promovido pelo Instituto Cultural (IC) com o apoio daquela concessionária foram apresentados aos jornalistas.

      A conferência de imprensa contou com a presença da presidente do IC, Leong Wai Man, do vice-presidente do IC, Cheang Kai Meng, do director do Galaxy Entertainment Group, Philip Cheng e do vice-presidente executivo do Gabinete Corporativo do Galaxy Entertainment Group, Buddy Lam. Durante a ocasião, foram ainda entregues certificados aos dez projectos seleccionados para a secção “Curtas-Metragens de Macau”. Estas curtas-metragens de Macau que a comissão escolheu para concorrer ao prémio final são “Before the Flight”, de Kiwi Chan; “Bubble”, de Wong Mei Ling; “Mar”, de Johnson Chan; “Walk the Same Path”, de Cheang Kun Ieong; “Till the End of the World”, de Emily Chan; “The Best Gift Ever”, de Hao Chit, “The Melancholy of Gods”, de Lei Cheok Mei; “Memória Desenterrada”, de Ho Kueng Lon; “Unsettled”, de Niko Ho, e “A Beautiful Journey: Documentary of Na Tcha Customs and Beliefs”, de Steven U.

      Ao PONTO FINAL, Leong Wai Man esclareceu que não estão para já previstas edições futuras da iniciativa, sendo esta edição de estreia uma primeira incursão no formato, que está agora a ser testado. “Só depois de realizados os trabalhos de balanço é que vamos decidir se no futuro vai ser realizado”, adiantou, comentando que também ainda não é certo o festival vir a decorrer especificamente durante o mês de Março nas hipotéticas edições futuras.

      Para além da secção “Melhores Curtas de Macau”, o evento cinematográfico é ainda composto por outras três categorias: “Curtas-Metragens em Ascensão”, “Cineastas em Destaque”, e “Apresentações Especiais”. Os filmes serão exibidos nos cinemas da Galaxy e também na Cinemateca Paixão, adiantou a organização.

      A comissão de organização do festival é presidida por Gaia Furrer, directora artística da secção independente “Venice Days” do Festival de Cinema de Veneza. Esta enviou uma mensagem vídeo onde expressou o seu entusiasmo em colaborar com o festival e vir à cidade para “viver o espírito de Macau” e “fomentar a criação local”.

      Composta também por Jason Anderson, curador de curtas-metragens do Festival Internacional de Cinema de Toronto, a mesma comissão organizadora conta ainda com Shen Yang, curadora e produtora de cinema do interior da China e a actriz tailandesa Aokbab Chutimon. Quanto ao júri, este será composto por diversos profissionais da indústria cinematográfica provenientes do interior da China, Sudoeste Asiático, Portugal e outros países ocidentais, revelou o IC.

      A secção “Curtas-Metragens de Macau”, esclareceu Leong Wai Man, foi criada com o intuito de se reunir uma mostra de trabalhos que sirvam para divulgar o cinema que se produz em Macau, reflectindo a cultura única da cidade. A ideia, sobretudo, é dar a conhecer os talentos locais à comunidade internacional. A presidente do IC referiu ainda que o programa “Macau – O Poder da Imagem”, que apoia produtores cinematográficos independentes de Macau desde 2007, já resultou em mais de 140 obras cinematográficas, algumas das quais “foram efectivamente nomeadas e premiadas em festivais de cinema conceituados”, destacou.

      Numa oferta complementar ao festival, estão ainda previstos workshops e palestras com convidados especiais da área. Intitulado “A Arte e a Estratégia na Produção de Curtas-Metragens”, o workshop de quatro dias será orientado pelos realizadores do filme “Stonewalling”, Huang Ji (China) e Ryuji Otsuka (Japão). Procurando colaborar com os criadores locais de filmes de curtas-metragens, a sessão pretende dar mais ferramentas a estes profissionais. Estes workshops terão ainda uma componente de análise e acompanhamento de produções locais e da Grande Baía.

      Relativamente às “Curtas-metragens em Ascensão”, serão apresentadas cerca de 20 obras de cineastas emergentes de todo o mundo, incluindo do interior da China, Hong Kong, Ásia Oriental, Sudeste Asiático e do ocidente. Os filmes seleccionados incluem produções de ficção, animação e técnicas mistas, e concorrerão a quatro prémios: Melhor Curta-Metragem, Melhor Contribuição Técnica, Melhor Realizador e Narrativa Inovadora.

      Na secção “Cineastas em Destaque”, serão exibidas curtas e longas-metragens do famoso realizador japonês Shunji Iwai. “Desde as suas primeiras curtas-metragens sofisticadas até as suas longas-metragens contagiantes, os seus trabalhos exploram sempre, de forma magistral, a mente humana e a complexidade das emoções humanas, tendo recolhido elogios e reconhecimento globais”, comentou a nota do IC. Haverá ainda uma secção fora da competição intitulada “Apresentações Especiais”, com uma série de filmes que a organização considera serem de excelente qualidade, e com uma “profunda observação social”.

      Os bilhetes para o Festival Internacional de Curtas Metragens de Macau, que a presidente do IC indicou serem 1.700 unidades, estarão à venda na Bilheteira Online a partir de 10 de Março.

       

      Festival de Curtas do Creative Macau não está em risco

       

      O PONTO FINAL quis saber se não haveria conflito entre este 1.º Festival Internacional de Curtas-Metragens organizado pelo IC e pela Galaxy Entertainment, e o outro festival com um nome semelhante, o Festival Internacional de Curtas de Macau, que é organizado pela Creative Macau desde 2010 e cuja 14.ª edição decorreu no Teatro Capitol em Dezembro passado. O certame, recorde-se, é da responsabilidade do Instituto Europeu de Macau e conta com o financiamento do Fundo de Desenvolvimento da Cultura. Assegurando que qualquer iniciativa cinematográfica promovida por associações locais é positiva, a responsável esclareceu que o objectivo do programa organizado pelo instituto é “um pouco diferente”, já que aqui procura-se principalmente promover o intercâmbio dos cineastas locais e dar oportunidade a estes de divulgarem as suas criações. “Esperamos que este festival crie mais intercâmbios com o palco internacional, o que é um pouco diferente do festival da Creative Macau”. Satisfeita com iniciativas como a da Creative Macau, Leong Wai Man comentou que eventos organizados por associações locais de promoção do cinema da cidade são “muito úteis”.