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      InícioEconomiaAssociação Fu Hong alerta para dificuldades de emprego dos portadores de deficiência

      Associação Fu Hong alerta para dificuldades de emprego dos portadores de deficiência

      As encomendas da oficina de trabalho protegido da Associação Fu Hong registaram uma diminuição de 70% durante a pandemia. Apesar da actual recuperação económica, a Associação notou que nada melhorou a situação de emprego das pessoas com deficiência, uma vez que, após a pandemia, a política de circulação de veículos de Macau em Guangdong também está a afectar o negócio de outros projectos sociais.

       

      Embora o ambiente de negócios no território tenha recuperado em certa medida, a situação da operação das empresas sociais divide-se e “não se registou um grande salto” em relação ao emprego dos portadores de deficiência, considera Jennifer Chau, directora da Associação de Reabilitação Fu Hong. Segundo explicou, as dificuldades referem-se à quebra de negócio das empresas sociais, bem como à limitação dos tipos de trabalho na sociedade para os necessitados.

      Jennifer Chau revelou que a pandemia trouxe uma redução significativa, correspondente a 70%, nas encomendas do Centro de Pou Lei, que é uma oficina de trabalho protegido subordinada à Associação Fu Hong, onde trabalham cerca de 200 pessoas portadoras de deficiência com idade igual ou superior a 16 anos, que fazem produtos artesanais.

      A queda das vendas criou uma “certa pressão sobre o funcionamento do centro”, confessou a representante em declarações ao Jornal do Cidadão, indicando que o volume de encomendas está a aumentar gradualmente depois da pandemia.

      No entanto, “à medida que a economia melhora ou se deteriora, surgem novas situações que resultam na falta de oportunidades de emprego para as pessoas com deficiência”, disse. Jennifer Chau apontou que a empresa social “Lavandaria Feliz” da Fu Hong está a sofrer uma quebra de negócio. “Pode ser o resultado da política de ‘Circulação de veículos de Macau na província de Guangdong’, que afectou o negócio dos sectores a montante, fazendo com que a quantidade de encomendas da lavandaria tenha diminuído acentuadamente”, confessou.

      Jennifer Chau salientou que, além das condições financeiras, o emprego de pessoas com deficiência também é limitado devido às condições das empresas empregadoras e ao tipo de trabalho. De acordo com a mesma, para as Pequenas e Médias Empresas, a contratação de pessoas com deficiência não é uma opção mais económica devido à restrição do salário mínimo e à mão de obra limitada que podem realizar. Acrescentou que, por outro lado, os empregadores podem não ter conhecimentos suficientes sobre a deficiência e não saber como comunicar com os trabalhadores deficientes de forma adequada na execução de trabalho. “Apenas algumas das concessionárias de jogo e empresas de grande dimensão estão dispostas a recrutar pessoas com deficiência, uma vez que dispõem de apoio relativamente melhor em termos de software e hardware”, frisou.

      Desse modo, Jennifer Chau espera que o Governo adopte mais políticas favoráveis às empresas sociais geridas por organizações não governamentais, a fim de apoiar a sobrevivência das empresas sociais e incentivar a criação de empresas do género. Sugeriu assim utilizar lojas vagas das habitações públicas ou abrir espaços em hospitais para o funcionamento de empresas sociais.

      A responsável pede ainda que as autoridades estudem a possibilidade de dar prioridade à aquisição de produtos das empresas sociais nos concursos públicos, de modo a aumentar o número de encomendas das oficinas.

       

      NOVO CENTRO PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIA ABRE ESTE ANO

       

      O novo centro de serviços integrados para portadores de deficiência “Centro Cheng Tou” será inaugurado este ano, sendo um projecto subsidiado pelo Instituto de Acção Social e operado pela Associação Fu Hong. De acordo com Jennifer Chau, o equipamento de serviço social está localizado na Ilha Verde e ocupa uma área de 20.000 pés quadrados, onde inclui um centro de serviço diurno para pessoas com deficiência de grau grave, uma oficina de trabalho para pessoas com deficiência leve ou moderada, bem como um centro de autismo de grau grave. O equipamento pode prestar serviços a mais de 200 pessoas.