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      InícioSociedadeMédicos residentes contratados em Portugal podem pedir dispensa de exame e estágio

      Médicos residentes contratados em Portugal podem pedir dispensa de exame e estágio

      Os Serviços de Saúde esclareceram que os médicos com BIR que vão ser contratados em Portugal poderão pedir dispensa da realização do internato e do exame. Segundo tinha sido noticiado no início deste mês, os profissionais contratados em Portugal tinham recusado vir para Macau uma vez que o processo levaria mais de um ano.

       

      Os Serviços de Saúde informaram, através de um comunicado divulgado na sexta-feira, que já iniciaram o processo de recrutamento de dois médicos portugueses e lembraram que existe um mecanismo de dispensa da realização de exame e estágio.

      Recorde-se que, no início deste mês, o jornal Plataforma noticiou que a contratação de médicos portugueses por parte dos Serviços de Saúde tinha caído por terra, uma vez que os profissionais, portadores de Bilhete de Identidade de Residente (BIR), teriam de passar por um processo de internato em várias áreas e ainda exames para os qualificar para o exercício da profissão em Macau – um processo que levaria pelo menos um ano. Nestas condições, segundo avançou o semanário, os médicos portugueses não estariam dispostos a trabalhar em Macau.

      Agora, a nota dos Serviços de Saúde diz que, nos termos do regime da qualificação e inscrição para o exercício de actividade dos profissionais de saúde, “os residentes de Macau podem exercer a profissão ou ser contratados por qualquer instituição de saúde em Macau desde que tenham aprovado no exame para a acreditação, frequentado, com aproveitamento, do respectivo estágio e obtido a acreditação”. No entanto, o mesmo regime “também dispõe de um mecanismo de dispensa de realização de exame e estágio, para que as pessoas com vasta experiência clínica e com excelente desempenho na área de investigação académica possam ficar dispensadas da realização do exame e do estágio, e obtenham a cédula de acreditação”.

      Em relação aos não residentes de Macau, a lei dispõe da licença limitada, através de um mecanismo de apreciação e aprovação, permitindo aos não residentes exercer a sua profissão em Macau, “promovendo assim o intercâmbio interactivo entre os profissionais de saúde de Macau e do exterior”, lê-se na nota das autoridades.

      Os Serviços de Saúde recordam que, dos 12 médicos especialistas portugueses que apresentaram a sua candidatura para trabalhar em Macau, apenas dois satisfizeram as necessidades do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) e atenderam aos requisitos legais, pelo que foi, então, dado início ao processo de recrutamento.  Por outro lado, há quatro residentes de Macau que trabalham em Portugal e satisfazem as necessidades do hospital público, então, o seu ingresso pode ser feito através de concurso de recrutamento desde que reúnam os requisitos previstos na respectiva lei.

      Os restantes candidatos, por não satisfazerem as necessidades do CHCSJ em relação aos médicos especialistas em falta, serão apresentados ao novo Hospital das Ilhas, que avaliará se esses candidatos correspondem às necessidades de cuidados de saúde por ele desenvolvidas.