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      Macau devia ter um festival de música como o Rock in Rio, sugere António Monteiro

      O futuro corredor verde junto à Torre de Macau tem potencial para acolher um festival de música ao ar livre de calibre com artistas internacionais, à semelhança de eventos como o Rock in Rio ou o Super Bock Super Rock, acredita António Monteiro. O membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários diz que esta seria uma boa forma de atrair mais visitantes internacionais, e de dinamizar a interacção com a comunidade local.

       

      Na qualidade de membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários, António Monteiro partilhou, na sua intervenção durante a última reunião deste Conselho, que a cidade necessita de um festival de música com artistas locais e internacionais em formato semelhante a eventos como o Rock in Rio. Monteiro defende que Macau deveria repensar o seu calendário de concertos, fazendo deste evento uma ocorrência pontual, ou recorrente.

      Recordando que o novo corredor verde recentemente anunciado é “um importante espaço de lazer tanto para os residentes como turistas”, António Monteiro defende que futuramente se poderia considerar a utilização de espaços como este para concertos musicais de âmbito regional e internacional ao ar livre, já que estes locais “não colidem com as zonas de concentração urbana”.

      O membro do Conselho acredita que ao se apostar em festivais anuais “como é feito em Portugal”, como o “Rock in Rio Lisboa” ou o “Super Bock Super Rock”, se está a motivar a vinda de bandas regionais, mas também de “calibre internacional”, uma estratégia que a seu ver irá atrair turistas internacionais.

      Este referiu, contudo, que se as autoridades pretendem continuar a atrair visitantes de destinos internacionais, toda a “estrutura e capacidade turística” deve ser repensada, investindo em formação laboral para quem presta assistência a estes visitantes e trabalha nos transportes públicos ou restauração local, para que passe a dominar “pelo menos” a língua inglesa. “Uma má experiência e a imagem de falta de capacidade de acolher este tipo de actividades levará com certeza o turista a não repetir a experiência”, comentou o membro do Conselho, recordando que como a RAEM pretende “manter o turista internacional por mais tempo em Macau”, deveria investir neste tipo de formação.

      António Monteiro acrescentou ainda que durante estes eventos deveriam ser implementadas várias iniciativas complementares para estimular este tipo de turismo, como pequenas feiras com “gastronomia local de diversas comunidades de Macau”, assim como feiras de entretenimento para as famílias. Estes espaços abertos e recreativos, referiu, são uma oferta de lazer também à comunidade local, e deveriam ter estruturas específicas para exposições culturais artísticas onde associações locais poderiam apresentar os seus projectos.