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      Início Sociedade Casos de crimes registados no CPSP aumentam 25% em termos anuais

      Casos de crimes registados no CPSP aumentam 25% em termos anuais

      Os registos de casos de crimes na Polícia de Segurança Pública verificaram um aumento de 25% em comparação com o ano anterior, mas continuam a ser mais baixos face a 2019. Entre os casos detectados pelas autoridades policiais, o número de furtos subiu 70% em 2023, enquanto o de burlas disparou 130%. O Corpo de Polícia de Segurança Pública revelou ainda que as entradas e saídas na fronteira de Macau no ano passado quase recuperaram ao nível antes da pandemia. O número de acidentes rodoviários, por sua vez, aumentou mais de 20%.

       

      Foram registados 8.190 casos de crimes tratados pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) no ano passado, o que representa um acréscimo de 25% em relação ao ano de 2022, com 6.537 casos. O respectivo número, apesar de ser o recorde dos últimos três anos, mantém-se mais baixo do que o registado antes da pandemia, sendo uma diminuição de 20% face a 2019, quando havia 10.311 casos.

      Vong Vai Hong, segundo-comandante do CPSP, considera que o aumento dos casos de crime deveu-se ao regresso de visitantes no território e a recuperação da economia após a pandemia de Covid-19, contudo, salientou que a taxa de incidência de crimes graves permaneceu baixa.

      Os principais tipos de crimes foram a apropriação ilegítima em caso de acessão ou de coisa achada, furto, ofensa à integridade física e danos. Segundo os dados avançados ontem pelo CPSP num encontro com três associações no âmbito da operação preventiva de Inverno, foram registados 1.712 casos de crimes contra as pessoas, o que corresponde a um aumento de 9% em termos anuais, tendo sido detectado também 453 casos de fraude, com uma subida anual de 130%.

      “Em termos de furtos, registaram-se 1.543 casos no ano passado, sendo um crescimento de 70,31% em relação aos 906 casos do ano de 2022. Verificou-se a subida de diferentes graus, entre 30% e 90%, nos casos de furto nos estabelecimentos de comidas e bebidas, nas casas e nas lojas”, apontou Vong Vai Hong, segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau.

      Houve, além disso, 13.563 acidentes de viação no ano passado, número equivalente a um aumento de 21% em relação ao ano anterior. Vong Vai Hong acrescentou que ocorreram 248 acidentes de viação envolvendo peões em passeios, com 198 feridos e 26 hospitalizados, e quatro peões morreram em acidentes de viação graves. À vista disso, o CPSP adopta uma abordagem de “promoção, educação e autuação”, “para sensibilizar o público e os turistas para a importância de viagem segura e respeitar a lei rodoviária”, disse Vong Vai Hong.

      Ao longo do ano passado, foram apreendidas 106 unidades de alojamento ilegal, tendo sido ainda interceptados 91 trabalhadores com trabalho fora das funções autorizadas, 98 com funções em locais diferentes dos autorizados, bem como 81 condutores ilegais.

       

      MAIS PASSAGEM FRONTEIRIÇA COM RECURSO À ÍRIS

       

      Quanto ao trabalho de migração, o número de movimentos nos postos fronteiriços locais atingiu 182 milhões de entradas e saídas, 86% mais face ao ano anterior, tendo retomado quase 94% do volume total de 2019. Destes valores, 5,6 milhões de passagens fronteiriças foram efectuadas com a identidade electrónica.

      As autoridades planeiam, por outro lado, alargar o âmbito de utilização da passagem automática com recurso às técnicas de identificação da íris, com o plano de instalação de canais automáticos com a respectiva função em mais postos fronteiriços de Macau ainda este ano.

      Segundo indicou o Chefe da Divisão de Controlo Fronteiriço Marítimo e Aéreo do CPSP, Mui Kin Meng, além das Portas do Cerco, serão ainda acrescentados canais automáticos com recurso à íris no Posto Fronteiriço de Macau na Ilha Fronteiriça Artificial da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, no Aeroporto Internacional de Macau, no Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa, no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior e no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Interior.

      Nas Portas do Cerco, onde foram abertos 10 canais de passagem automática com recurso à íris em Setembro do ano passado, até à passada sexta-feira, registaram-se 1,2 milhões de passagens fronteiriças através da identificação da íris.

      Mais de 170.000 residentes concluíram o registo da íris, e o Governo prevê que o número de registos e utilização suba no futuro, pelo que considera que o alargamento do uso dessa técnica poderá “melhorar a eficiência e a experiência” da passagem fronteiriça.