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      Hengqin representa um novo modelo de sistema económico na China, destaca Ho Iat Seng

      Li Yunze, ministro da Administração Nacional de Regulação Financeira (NFRA), esteve na sede do Governo para um encontro com o Chefe do Executivo em que se reflectiu sobre o desenvolvimento do sector financeiro em Macau e o potencial de inovação que a Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin possui.

       

      Na passada sexta-feira, dia 26, o Chefe do Executivo reuniu-se com Li Yunze, ministro da Administração Nacional de Regulação Financeira (NFRA), na sede do Governo. Acompanhado da sua comitiva, Li Yunze aproveitou a ocasião para reafirmar o apoio a Macau no desenvolvimento do sector financeiro moderno, com Ho Iat Seng, por seu turno, a reflectir sobre construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

      Agradecendo o apoio no desenvolvimento do mercado de obrigações e actividades financeiras transfronteiriças, Ho Iat Seng quis frisar a intenção do Governo da RAEM de continuar a apostar na diversificação “1+4” da economia e a fortalecer a Zona de Cooperação Aprofundada. O governante vê esta zona como “um campo experimental da China na construção de um novo sistema económico com um nível de abertura maior”, e um espaço que permite que haja mais inovação da parte das cidades da Grande Baía. O mesmo responsável indicou que as autoridades vão continuar a desenvolver novas políticas financeiras transfronteiriças, promovendo novas áreas de actividades financeiras, e aperfeiçoando o regime de fiscalização e legislação relacionada. Também está nos planos do governante continuar a estabelecer a base do desenvolvimento do mercado obrigacionista de Macau, elevando a segurança, a normalização e o reconhecimento das infraestruturas financeiras essenciais deste mercado.

      Recordando que está a ser preparada a VI Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), Ho Iat Seng recordou ainda as oportunidades de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa, e do papel de Macau como plataforma.

      Por sua vez, Li Yunze, recordou que, exceptuando o mercado dos valores mobiliários, a NFRA é a entidade responsável pela regulação do sector financeiro chinês desde Maio de 2023. Quanto a Macau, este salientou o ambiente “estável e saudável” do mercado do sector financeiro, e recomendou que a RAEM aproveite de melhor forma “as vantagens da dupla circulação económica para enriquecer os elementos financeiros modernos de Macau”. Li Yunze quer continuar a reforçar os mecanismos de comunicação e coordenação com o Governo da RAEM por forma a aprofundar a interligação dos mercados financeiros entre o interior da China, a RAEM e a RAEHK, sempre sob os parâmetros do Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Interior da China e Macau (CEPA), e levando a que haja uma cada vez maior abertura dos sectores bancário e de seguros do Interior da China em relação a Hong Kong e Macau.

      Ho Iat Seng fez-se acompanhar do secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, do presidente do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, Chan Sau San, do director do departamento de Cooperação Internacional da Administração Nacional de Regulação Financeira, Jiang Bo, e da directora do departamento de supervisão de bancos de grande dimensão, Liao Yuanyuan.