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      DSPA descarta impacto nos golfinhos cor-de-rosa devido à construção da Ilha Ecológica

      Raymond Tam, director dos Serviços de Protecção Ambiental, descartou a possibilidade de a futura Ilha Ecológica colocar em risco ambiental, quer no mar, quer no habitat dos golfinhos cor-de-rosa. O responsável disse que a área de actividade dos golfinhos cor-de-rosa situa-se a oito quilómetros da Ilha Ecológica, bem como na extremidade sul da pista do aeroporto, em vez de ser na localização da ilha ecológica, que ficará à distância de um quilómetro do trilho de Long Chao Kok de Hac Sa.

       

      A localização da futura construção da Ilha Ecológica está fixada na zona marítima a cerca de um quilómetro de distância do trilho à beira-mar de Long Chao Kok, entre Hac Sa e Cheoc Van. O Governo afastou a preocupação do público de a ilha ecológica poder afectar o ambiente e o habitat dos golfinhos cor-de-rosa, acreditando que o local da ilha ecológica não é um sítio que os golfinhos visitam frequentemente.

      A garantia foi dada por Raymond Tam, líder da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). “O local seleccionado para o aterro da ilha situa-se a cerca de um quilómetro de Long Chao Kok. Existe uma zona de protecção dos golfinhos cor-de-rosa, que se localiza a oito quilómetros da ilha ecológica, com uma área de centenas de quilómetros quadrados, que é a principal zona de actividade dos golfinhos cor-de-rosa”, afirmou.

      Raymond Tam, citado pela Rádio Macau em língua chinesa, acrescentou ainda que, de acordo com as informações da avaliação ambiental, em Macau, os golfinhos cor-de-rosa concentram as suas actividades na extremidade sul da pista do aeroporto, “em vez de ser na zona da ilha ecológica”.

      É de salientar que a Macau Green Student Union lançou uma petição online que opõe o aterro nas águas do Sul de Coloane no âmbito da Ilha Ecológica, asseverando que o projecto irá prejudicar a qualidade da água das praias e destruir o habitat dos golfinhos cor-de-rosa.

      O director da DSPA garante, no entanto, que a escolha da localização da ilha ecológica tem em conta a “consideração de vários factores”, reiterando ainda que a construção da ilha “não é como se dizia nos rumores, nomeadamente despejar resíduos sólidos no mar”. “Vamos construir o dique e depois preenchê-lo com materiais seleccionados, que estão em conformidade com as normas nacionais sobre o aterro”, apontou Tam, referindo que não haverá actividades comerciais e industriais nem edifícios residenciais na ilha.

      À margem de uma actividade do Dia Mundial das Zonas Húmidas 2024, o responsável assinalou a importância da construção da ilha ecológica, com o facto das contínuas construções na Zona A e de que a pressão do aterro de resíduos de construção está a tornar-se cada vez mais grave. O projecto está actualmente em processo de estudos sobre a avaliação ambiental, assuntos hídricos e tráfego marítimo, estando previsto para ser submetido ao Governo Central este ano para a aprovação. Já as obras de aterro para a expansão do Aeroporto Internacional de Macau utilizarão primeiro os resíduos de construção seleccionados, num total de 4,6 milhões de metros cúbicos.

       

      MAIS MEDIDAS DE POLUIDOR-PAGADOR

       

      As autoridades pretendem lançar a cobrança de taxas sobre os resíduos perigosos e o regime de responsabilidade de poluidor para os equipamentos electrónicos e eléctricos, estando o respectivo estudo preliminar em curso.

      De acordo com Raymond Tam, a ideia é dar mais um passo na promoção do princípio de ‘poluidor-pagador’, e na próxima fase será o lançamento dessas duas políticas.

      As medidas poluidor-pagador fazem parte da estratégia de diminuição de resíduos sólidos da DSPA, tendo o Governo aplicado a cobrança de taxas sobre o despejo de resíduos de construção, em 2021, e sobre os sacos de plástico, em 2019.

      O organismo vai ainda reforçar a promoção de projectos de sistemas solares fotovoltaicos de energias renováveis. O líder da DSPA revelou que foi recentemente instalado um grande número de painéis solares fotovoltaicos na Estação de Tratamento de Águas Residuais do Parque Industrial Transfronteiriço.

      “O projecto foi concluído em meados deste mês e será posto em funcionamento em breve. Estima-se que possam ser gerados 360.000 kWh de electricidade por ano, o que significa uma redução de 13% no consumo anual de electricidade desta Estação de Tratamento de Águas Residuais”, referiu.

      Raymond Tam, neste caso, afirmou que as obras vão continuar, e no futuro vai cooperar com os Serviços de Assuntos Marítimos e de Água para estudar a adaptação de instalações solares fotovoltaicas mais eficientes no Reservatório de Seac Pai Van.