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      Receitas do Aeroporto de Macau registam recuperação de 65% do nível pré-epidémico

      A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) fechou o ano 2023 com receitas totais estimadas em 1,18 mil milhões de patacas, o que representa uma retoma de 65% face a 2019. Quanto às previsões para este ano, a CAM mantém optimismo e prevê um aumento anual de 20% no volume de passageiros, ou seja, ultrapassando seis milhões de pessoas. O aeroporto avança com a expansão e o projecto de aterro terá início no segundo semestre deste ano.

       

      O ano passado, que representou também o regresso à normalidade das viagens, trouxe uma recuperação das receitas da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM), cuja receita total de 2023 está estimada em 1,18 mil milhões de patacas. O presidente da Comissão Executiva da CAM, Simon Chan Weng Hong, revelou que os resultados correspondem a um aumento significativo de 178% em termos anuais e, do cômputo actual, equivalem a uma retoma de 65% das receitas registadas em 2019, antes da epidemia.

      Na sua retrospectiva do desempenho do ano passado do aeroporto, Simon Chan apontou que o Aeroporto Internacional de Macau acolheu 5,15 milhões de passageiros e mais de 42.500 movimentos de aviões em 2023. O volume traduz uma recuperação de 54% e 55%, respectivamente, em comparação com a época pré-epidémica. “O mercado de transporte de carga manteve-se um crescimento constante”, salientou o responsável, notando que o volume de cargas tratadas pelo aeroporto atingiu 63.800 toneladas, com uma subida anual de 24%. Já a operação de aviação comercial totalizou 923 movimentos de voos, sendo mais do dobro do ano anterior.

      Simon Chan, que discursou ontem no almoço de Ano Novo Chinês da CAM, mostrou-se confiante ao crescimento contínuo do número de passageiros neste ano, apesar de “a situação de segurança internacional e o desenvolvimento económico global continuarem a ser complexos”. De acordo com a sua previsão, prevê-se que o volume de passageiros e os movimentos de voos aumentem mais de 20%. Nesse sentido, o aeroporto está à espera de receber 6,18 milhões de passageiros e 51 mil movimentos de aviões em 2024. Os movimentos da aviação comercial e o volume de carga poderão aumentar 40% e 9%, respectivamente, para cerca de 1.300 voos comerciais e o procedimento de quase 70 mil toneladas de mercadorias.

      Quanto ao período de feriados do Ano Novo Lunar, estão previstos 13 voos charter, incluindo sete para o interior da China, três para Taipé e três para o Sudeste Asiático, nomeadamente Banguecoque, Cam Ranh e Phnom Penh.

      “O Aeroporto Internacional de Macau irá aderir, em 2024, ao princípio de ‘Segurança, Eficiência e Eficácia’ enquanto expande o mercado de passageiros e carga no exterior, continuando a concentrar-se nas necessidades dos passageiros”, disse o presidente da Comissão Executiva da CAM.

       

      OBRA DE ATERRO PARA UM AEROPORTO MAIOR

       

      No que diz respeito ao projecto de expansão do aeroporto, Simon Chan adiantou que as obras de aterros poderão arrancar no segundo semestre deste ano. Garantiu que a CAM realizou “activamente” os trabalhos preparativos preliminares para o plano da expansão ao longo do ano passado, tendo “conduzido sistematicamente vários processos de concurso” e “refinado o layout da primeira fase da área onde os aviões são carregados”, sendo que os trabalhos de monitorização ambiental e monitorização hidrológica foram também gradualmente lançados.

      Recorde-se que o Governo de Macau incluiu o projecto de expansão do aeroporto no Plano de Desenvolvimento da Diversificação Adequada da Economia, pretendendo que todo o empreendimento seja concluído em 2029 e, nessa altura, a capacidade do aeroporto será aumentada para 13 milhões de passageiros por ano.

      Simon Chan revelou ainda na ocasião que a CAM adquiriu um serviço de consultoria profissional no ano passado com o objectivo de obter propostas sobre o replaneamento das áreas comerciais do aeroporto, através da análise do actual modelo comercial e de operação.

      Foram realizados no ano passado mais de 60 projectos de optimização de instalações, equipamentos e informações no aeroporto, incluindo a reparação dos pavimentos de estacionamento de avião, de sistemas de drenagem, bem como a construção de um novo Centro de Gestão Integrada do Aeroporto e um Centro de Operações de Emergência, que está estimado entrar em funcionamento este ano.

      O responsável comprometeu-se ao mesmo tempo que cooperará no desenvolvimento do serviço de check-in directo a voos no Posto Fronteiriço de Hengqin, bem como na interligação da rede de trânsito com a Grande Baía.