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      China envia microrganismo para o espaço para estudar possibilidade de vida em Marte

      A China enviou para o espaço um microrganismo terrestre primitivo para estudar a sua capacidade de sobrevivência em condições semelhantes às de Marte e ajudar a resolver o mistério da possível existência de vida extraterrestre.

       

      As autoridades chinesas enviaram ontem para o espaço um microrganismo terrestre primitivo para estudar a sua capacidade de sobrevivência em condições semelhantes às de Marte e ajudar a resolver o mistério da possível existência de vida extraterrestre.

      O microrganismo, que pertence ao grupo das arqueobactérias e se encontra em ambientes pobres em oxigénio, como os fundos marinhos, os arrozais e os estômagos dos ruminantes, foi transportado nas últimas horas pela nave de carga Tianzhou-7 para a estação espacial chinesa, onde vai ser submetido a uma experiência que o exporá a radiações cósmicas, microgravidade e temperaturas extremas.

      O professor Liu Zhu, do Departamento de Ciências do Sistema Terrestre da Universidade de Tsinghua, explicou que a experiência tem como objetivo testar se este microrganismo, uma das formas de vida mais antigas da Terra e grande produtor de metano na atmosfera, pode viver num ambiente semelhante ao de Marte, noticiou ontem a televisão estatal CCTV.

      De acordo com o especialista, esta experiência pode fornecer uma nova perspetiva para explorar a possível existência de vida noutros planetas, especialmente em Marte, onde a sonda norte-americana Curiosity detetou várias vezes sinais de metano de origem desconhecida.

      Os cientistas especularam que este metano poderia ser o resultado do metabolismo de algum tipo de organismo extraterrestre, e que a arqueobactéria produtora de metano poderia ser uma das potenciais formas de vida em Marte ou na lua Titã de Saturno. No entanto, as técnicas actuais não permitem a deteção de sinais de vida extraterrestre em Marte ou noutros planetas, devido ao seu elevado custo e baixa precisão.

      Liu propôs uma experiência de verificação inversa, ou seja, enviar o microrganismo para o espaço e testar se consegue adaptar-se e produzir metano. “Se conseguir sobreviver e crescer num tal ambiente, então poderá provar que a vida primitiva na Terra pode existir e prosperar num ambiente extraterrestre. Isto também nos daria uma grande pista de que o metano encontrado em Marte poderia ter uma origem biológica e que essa vida poderia ser homóloga à vida na Terra”, disse.

      A estação espacial de Tiangong, que vai funcionar durante cerca de dez anos, tornar-se-á provavelmente a única estação espacial do mundo a partir de 2024, se a Estação Espacial Internacional, uma iniciativa liderada pelos Estados Unidos à qual a China está impedida de aceder devido aos laços militares do seu programa espacial, for retirada, como previsto, este ano.

      A China investiu fortemente no seu programa espacial e alcançou êxitos como a aterragem da sonda Chang’e 4 no lado mais distante da Lua – a primeira vez que tal foi conseguido – e a colocação de uma sonda em Marte, tornando-se o terceiro país a fazê-lo, depois dos Estados Unidos e da antiga União Soviética. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau