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      Coutinho não aceita justificação da DSAT para aumento das tarifas de seis silos públicos

      No fim do ano passado, foi anunciado que vão aumentar as tarifas em sete silos públicos para estimular a rotatividade desses lugares de estacionamento. O presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública acusa o Governo de não ter ouvido a opinião dos cidadãos, que já estão a sofrer com a inflação. Pede ainda que se criem novos parques na zona do Hospital Kiang Wu.

       

      Levantando dúvidas sobre o anúncio das subidas de tarifas de sete parques de estacionamento da cidade, José Pereira Coutinho quer saber se as autoridades estão a considerar cancelar o aumento, já que, segundo o deputado, as opiniões de “organizações representativas dos interesses dos cidadãos” e até do Conselho Consultivo do Trânsito não foram ouvidas. “Não obstante as vozes discordantes de alguns membros do Conselho Consultivo do Trânsito, o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) decidiu avançar com as medidas de aumento das tarifas de estacionamento” argumentou. O presidente da direcção da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM) acusa o Governo de não ter tido em consideração o “desemprego juvenil”, as elevadas taxas de juros bancárias e o geral “crescente custo de vida causado pela inflação”.

      Recorde-se que foi anunciado que, entre Novembro e Dezembro de 2023, as autoridades iriam proceder a um ajuste das tarifas de sete parques de estacionamento públicos: o do Posto Fronteiriço Qingmao – que foi o único até à data que viu as suas tarifas alteradas – de Nam Van (Pak Wu), Pak Vai, do Jardim de Vasco da Gama, do Edifício Cheng Chong, Pak Wai e da Alameda Dr. Carlos d’Assumpção. Nestes locais, prevê-se que os automóveis ligeiros passem a pagar 10 patacas por hora ou fracção durante o período diurno, e oito patacas durante a noite; já os motociclos e ciclomotores pagam quatro patacas por hora ou fracção durante o dia, e três patacas durante o período nocturno. Note-se que nos restantes silos públicos da cidade, os valores permanecem inalterados, com as tarifas para automóveis a custarem 6 patacas durante o dia e 3 patacas durante a noite, e para motociclos, 2 patacas de dia, e 1 pataca à noite.

      Segundo a Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego (DSAT), esta alteração iria “aumentar a rotatividade na utilização dos lugares de estacionamento” e “incentivar os condutores a optar por parques com taxas de estacionamento mais baixas”. Para Pereira Coutinho, esta justificação não tem cabimento, já que, segundo o próprio, a maioria dos cidadãos considera “mais conveniente estacionar nas vias publicas, razão pelas quais os ditos sete parques de estacionamento estão quase sempre disponíveis para estacionamento”, denuncia.

      Posto isto, o deputado quis na sua interpelação escrita apelar ao cancelamento do aumento das tarifas dos ditos parques de estacionamento, pedindo ainda que se conceda 8 mil patacas nos cartões de consumo “como forma de ajudar o pequeno comércio e as famílias mais vulneráveis, que estão a perder qualidade de vida devido à subida vertiginosa dos preços dos principais bens essenciais”. Na sua interpelação, o deputado também quis indagar sobre zonas da cidade que a seu ver não têm parques de estacionamento suficientes, algo que seria benéfico para estes bairros onde tantos turistas e residentes se concentram. “Estará o Governo a planear a construção de mais auto-silos públicos nas zonas periféricas das Ruínas de S. Paulo, Hospital Kiang Wu, Casa Garden e o Museu dos Bombeiros, assim como na Rotunda Carlos de Maia?”, perguntou.

      Pereira Coutinho questiona ainda a qualidade de ar dos auto-silos públicos, aproveitando para averiguar se existem equipamentos de controlo dos níveis de gases perigosos nestes espaços de uso público, e se as autoridades tencionam aplicar medidas obrigatórias para que os automóveis estacionados desliguem os seus motores no verão para garantir a qualidade de ar.